História da Vila Anglo Brasileira

História da Vila Anglo – Brasileira
Autor: Leandro Antônio Gatti*
História: Na região de chácaras conhecida genericamente como “Escolástica Honorata” (cuja ocupação remonta ao ano de 1865), na divisa entre o antigo “Sítio do Cuca” (atual Bairro Siciliano) e a chácara de Virgílio Goulart (hoje bairro de Vila Pompéia), entrecortado pelas águas do Córrego da Água Preta, encontra-se o berço da atual Vila Anglo – Brasileira, cujo primeiro registro de imóvel com seu nome deu-se em 08 de agosto de 1927, sendo, portanto, esta, sua “data de nascimento” como bairro.

Escolástica Honorata Detalhe (2)
Escolástica Honorata – “Berço da Vila Anglo.”

A “Villa Anglo – Brasileira”, como passou a ser identificada nos mapas da capital paulista, a partir da década de 1930, recebeu este nome como uma homenagem aos ingleses que trabalhavam na Estrada de Ferro São Paulo Railway, que passava na região da Água Branca e Lapa, e que construíram muitos sobrados geminados na Vila Romana, onde a população imigrante era majoritariamente italiana.
Os britânicos, contudo, além dos sobrados, construíram muitos galpões na região, que abrigaram importantes fábricas como a “Santa Catarina”, produtora de louças, tendo no proletariado ítalo sua principal força de trabalho. Não se pode esquecer, também, que na região próxima da Vila Romana, o atual Nacional A.C, começou seus dias como “São Paulo Railway”.

Fábrica Santa Catarina (2)

 A Fábrica “Santa Catarina”, de arquitetura britânica, localizada na rua Aurélia, número 8, década de 1920.

Família de Amélia Nicolau na Fábrica Sta Catarina

Família de Amélia Nicolau(moradora da Vila Anglo) no muro da fábrica de louças Sta. Catarina, 01 de janeiro de 1940: Em pé, da esquerda para a direita: Amélia(avó), Rosa (mãe), Francisco (pai) e Joaquim (avô).

Com considerável influência, os ingleses, todavia, estavam cercados por bairros que já homenageavam os italianos, como “Vila Romana”, “Vila Pompéia” e “Bairro Siciliano”, restando apenas, como um reconhecimento aos préstimos dos “súditos de Vossa Majestade” terem a região ocupada por expansão do Bairro Siciliano em direção à rua Dr. Miranda de Azevedo, denominada como alusão à sua presença, vindo, daí, a denominação “Anglo – Brasileira”.
A rua projetada número 1 do bairro, de acesso direto pela atual Dr. Miranda de Azevedo, seria somente em 21 de maio de 1946, denominada rua Dr. Daniel Cardoso.
Ironicamente, o bairro da Vila Anglo, jamais recebeu imigrantes ingleses em seu território, cabendo a dois portugueses, Antonio Manoel Ferreirinha e João Mathias, serem os grandes impulsionadores da construção de residências em suas terras, que nos anos de 1919 – 1920, pertenciam à chácara de Victória Alexandrina de Magalhães.

Mapa década de 1930 II

            O nome “Vila Anglo” começa a aparecer nos mapas na década de 1930

 

Vila Anglo Antiga 1920 - 30 RESTAURADAFoto paisagística da Vila Anglo, entre o final da década de 1920 e início da de 1930. Ao fundo, as atuais ruas: Daniel Cardoso, Epaminondas Lobo e Félix Della Rosa.

Ferreirinha e Família (5)
Antonio Manoel Ferreirinha, construtor do primeiro Grupo Escolar de Vila Anglo e responsável pela extensão da Avenida Pompéia da Rua Coari até a Heitor Penteado.

 

avpompeia 24.07.1972
Avenida Pompéia, em foto de 1972. Este é o trecho desta importante via, aberto por Ferreirinha, até a rua Heitor Penteado.

Avenida Poméia 2016 2

Ângulo comparativo da Avenida Pompéia, no trecho aberto por Ferreirinha, em imagem de 2016.

O primeiro (nascido em Portugal em 17 de agosto de 1902 e falecido em São Paulo, Capital, em 24 de junho de 1993), foi responsável pela construção de 3 mil imóveis na Zona Oeste de São Paulo, além de abrir um trecho da Avenida Pompéia entre as ruas Coari e Heitor Penteado, tendo começado a ceder gratuitamente, a partir de 12 de julho de 1933, sua própria residência, para funcionamento do grupo escolar local, cujo arrendamento oficial para tal propósito, deu-se pelo decreto nº 6820 de 28 de fevereiro de 1934, sob a administração do governador (à época denominado Interventor Federal), Armando de Salles Oliveira, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas.
O “Grupo Escolar de Vila Anglo – Brasileira” funcionou de 1935 a 1955, tendo atendido a milhares de crianças da região, até ser desativado em 1955, ocasião em que Ferreirinha transformou o prédio em Hospital, entregue a seu genro, o médico João Ribeiro de Oliveira, sendo batizado de Hospital e Maternidade São Marcos. Em 1977, a especialidade do hospital passou a ser geriatria, mudando também seu nome para Hospital Vila Anglo Brasileira, atendendo a comunidade carente da região, chegando a ser referência no tratamento de idosos.
Com a morte do Dr. Ribeiro, o Hospital teve sua principal perda, fechando as portas em 1995, permanecendo em estado de “abandono” até 2009, quando foi adquirido pela empresa de eventos culturais “Usina Sonora”, tendo a sua frente Kako Guirado, que preservou o prédio, transformando – o no atual “Condomínio Cultural” de Vila Anglo, também simplesmente conhecido como “Condô”, que promove inúmeros eventos culturais no bairro, além da organização do bloco carnavalesco “Xaranga da Pompéia”. O Condô está situado à rua Mundo Novo, 342.

Abaixo, fotos da fachada principal do G.E. Vila Anglo Brasileira, na década de 1930.

G. Escolar de Vila Anglo I (2)

 

G. E. Vila Anglo II

 

Grupo Escolar Vila Anglo 001

Primeiro Grupo Escolar da Vila Anglo Brasileira em foto de 1935. Ao fundo, a atual rua Rifaina e, abaixo, foto comparativa do mesmo ângulo do prédio em 2016.

Grupo Escolar Vila Anglo 2016.

G.E. Vila Anglo Brasileira em 1937 Orlando Gatti 2° ano
Da Esq.X Dir.,debaixo para cima na 3ª fileira o 4º aluno Orlando Gatti. Turma do 2º ano do G.E. Vila Anglo, 1937.

 

Boletim do grupo escolar de Vila Anglo
Capa de Boletim do G.E. Vila Anglo, datado de 1941.

Hospital São Marcos maio de 1982

Fachada do “Hospital São Marcos”, que havia sido o primeiro Grupo Escolar de Vila Anglo (detalhe para a placa), em foto tirada em maio de 1982, por Miguel Lopes. Abaixo, sala com equipamentos hospitalares preservados pelo atual Condomínio Cultural, que ocupa o prédio.

Condomínio Cultural, com destaque para o painel de radiografias

Condomínio Cultural 2012 - Fachada

Fachada do Condomínio Cultural em 2012. Abaixo, aspecto de “Festa Julina” promovida pela entidade em 2015.

Festa Julina do Condô de 2015 III

 

Racionamento de Pão na Segunda Guerra Década de 1940

Exemplar de Cartão de Racionamento do Pão, da família de Miguel Lopes, como amostra da situação a que estavam submetidos os moradores de Vila Anglo e adjacências, decorrente dos efeitos da Segunda Guerra Mundial.

Rua Repreza Gonzaga Duque.

Rua “Repreza”(atual Gonzaga Duque), por volta de 1950. Esta via termina na atual Praça Rio dos Campos, que era conhecida como “Represa”. Abaixo, foto comparativa feita em 2016.

Rua Repreza Gonzaga Duque 2

João Mathias (nascido no Arraial da Junça, Portugal, em 07 de junho de 1890 e falecido em São Paulo, capital, em 20 de novembro de 1972), veio para o Brasil aos 25 anos. Nas terras que se tornariam a Vila Anglo, adquiriu a propriedade de uma grande chácara, tendo doado posteriormente muitos terrenos para a prefeitura de São Paulo, para construção de casas, muitas das quais ele mesmo o fez, utilizando areia dos córregos que entrecortavam a região. Fundou uma vila de casas, que beneficiava mais de 10 famílias, e que hoje recebe seu nome, como homenagem, a Travessa João Mathias. De nota é que, em algumas plantas das casas que Mathias ajudou a edificar, chegou-se a denominar a região, erroneamente, como “Vila Luso – Brasileira’.

João Mathias 2
João Mathias, um dos “patriarcas da Vila Anglo”.

 

Travessa João Mathias decada de 1940 2
Criação de bois na atual Travessa João Mathias, década de 1940. A imagem remete à época das chácaras.

 

Travessa João Mathias decada de 1940 1
Fabricando forno para pães (década de 1940) na atual Travessa João Mathias.

Tour Vila Anglo em 12 de junho de 2016 3 (7)

Vista da Travessa João Mathias em 2016.

Moitinho 3
“Moitinho”(Delphin Moutinho da Silva), dono de uma das maiores casas de “Secos e Molhados”, situada à rua Dr. Daniel Cardoso.

 

Depósito de Alcemiro Putti (2)

Alcemiro Putti, dono de uma das mais conceituadas casas de material de construção da Vila Anglo Brasileira, também responsável pela construção de numerosos imóveis no bairro. Seu estabelecimento, situava-se à rua Félix Della Rosa,  número 128, onde encontrava-se o Moto Clube “In Omerita” até maio de 2018.

Região alagadiça, com a configuração geográfica de um vale, onde todo o fluxo de águas pluviais, desce de ruas como Heitor Penteado, passando por vias como Rifaina, Bica de Pedra, etc, concentrando – se na parte baixa da Félix Della Rosa, por vezes provocando enchentes que adentram a Travessa João Mathias, com prejuízo para os moradores, o bairro da Vila Anglo sempre foi muito rico em saibro, terra que era extraída do “Morro do Cruzeiro” para construção de imóveis. A denominação “Cruzeiro”, deve-se ao fato de no topo do referido morro ter sido instalada, por Missionários Camilianos em 1937, uma grande cruz de madeira, que podia ser vista de todos os pontos do bairro e que posteriormente, recebeu lâmpadas que a deixavam iluminada a noite. Por ser de madeira, o perigo em potencial de incêndios, provocados por velas acesas em sua base, fez com que os moradores próximos a ela pedissem por sua retirada, o que ocorreu em 30 de outubro de 1975. Atualmente, no local da cruz, encontra-se a praça Dr. Fernando Penteado Médici.

Morro do Cruzeiro em 1958 (CRUZ).

A cruz do “Morro do Cruzeiro”, em foto de 1958.

 

Vista do Morro do Cruzeiro 1945.
Família de João Gatti, no Morro do Cruzeiro, 1945.

Desabamento do Morro do Cruzeiro 1995

Desabamento do Morro do Cruzeiro em 1995. Ocorrido em ocasiões anteriores e posteriores, em 1995, o fato foi acentuado pela ocorrência da “Fúria do El Niño”, resultando em chuvas intermináveis, que produziram efeitos como este. Abaixo, imagem de 2016, onde um morador conseguiu fazer uma “contenção” em sua parte.

Morro do Cruzeiro encapado em 2016.

Além de Portugueses, Italianos, Espanhóis, Afrodescendentes, Iugoslavos, Croatas e, sobretudo, Húngaros vieram a procura de moradia na região, que também recebeu, posteriormente, grande quantidade de migrantes nordestinos, notadamente do Estado do Piauí.
Gradativamente, a partir da década de 1930, registra-se a formação de variados times varzeanos de futebol, que contavam com a presença maciça de moradores “anglo – brasileiros” em seus quadros, a exemplo do Corinthians Pompeiano (fundado em 1º de maio de 1934), ou mesmo do Peñarol (que tinha esse nome em homenagem ao famoso time do Uruguai, país, então, que era verdadeira “potência” no futebol mundial por ter sediado e vencido a Primeira Copa do Mundo, além de ser medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, nesta modalidade), além do Rabo de Galo, Floresta etc e…Faísca de Ouro. Membros deste último time iriam em 1976 buscar o registro da escola de samba Águia de Ouro, fundada formalmente em 09 de maio deste mesmo ano no bairro da Vila Madalena, mas que então só possuía o registro na União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP).

Corinthians Pompeiano em 1944.

Corinthians Pompeiano em ação em 1944, em seu campo, onde hoje situa-se o final da rua Queimada Grande, encontrando-se com a Praça Jesuíno Bandeira. Atrás do morro, ao alto, encontra-se a atual Rua Aurélia.

Corinthians Pompeiano no Parque São Jorge
Corinthians Pompeiano, no Parque São Jorge, em 1945. (Orlando Gatti) da Esq. X Dir. o 4º em pé, Ulisses Bindi o 6º e agachado Edgar o 3º. 

Desfile Corinthians Pompeiano no Parque São Jorge, 1946.

“Ala Feminina” do Corinthians Pompeiano em desfile no Parque São Jorge, 1946.

Da esquerda para a direita: Dirce, Amélia Nicolau (então com 15 anos), Maria Helena, Esmeralda e Maria.

Festa promovida pelo Corinthians Pompeiano
Homenagem do Corinthians Pompeiano ao S.C. Corinthians Paulista, pela conquista do Campeonato do Quarto Centenário, reconhecidas: ODETE Letra “V”, AMÉLIA “C” do SC ESMERALDA Letra “I” no final de Corinthians e DARCI a menina loirinha de laço sentada .
Diretoria do Corinthians Pompeiano 1954 .
Diretoria do Corinthians Pompeiano em 1954. A sede do time ficava na Rua Dr. Augusto de Miranda.

 

Quadrilha Junina do Corinthians Pompeiano em 1963.
Quadrilha Junina do Corinthians Pompeiano, 1963.

 

Rabo de Galo no campo do Santa Marina.
Rabo de Galo, no campo do Nacional A.C, 1950. ( Orlando Gatti) da Dir.X Esq. o 3º em pé.

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Uma formação do Rabo de Galo de 1959. Guilherme (tio de João Carlos Gatti) é o segundo em pé, da esquerda para a direita.

Peñarol I
Peñarol F.C, no campo do Aimberê, entre as ruas Turiassú e Av. Sumaré, 1949. Orlando Gatti é o segundo agachado, da esquerda para a direita.

 

Floresta FC
FLORESTA F.C, em 1949, no campo do Nacional A.C. (Orlando Gatti) da Esq.X Dir. o 3º em pé

 

Time Novo Mundo decada de 1940
O time do NOVO MUNDO, que foi fundado em 1944 e tinha seu campo na atual rua Gal. Góes Monteiro.(José Matias) da Esq.X Dir. é o 3º agachado

São Lourenço por volta de 1957

O “Grêmio São Lourenço”, outro valoroso time formado com moradores da Vila Anglo, em foto de 1957, no campo do Nacional AC. João Carrera, grande contribuidor do livro “Histórias de Vila Anglo”, é o quinto em pé, da esquerda para a direita.

São Lourenço Sede.

A Sede do Grêmio São Lourenço localizava-se no atual número 1064 da rua Cajaíba.

Galo de Ouro FC - Rifaina - 1963
Galo de Ouro F.C. Seu campo era na rua Rifaina. Foto de 1963.

 

Faisca Veteranos em Garulhos anos70
Faísca de Ouro, time que formou a escola de samba “Águia de Ouro”.

 

Campo de Bocha
Além do futebol, a bocha também tinha sua prática muito difundida.(Orlando Gatti) da Dir.X Esq. no alto o 2º abraçado com MELINHO parceiro de jogo e Cunhados.

 

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Barbearia de Edgar, companheiro de futebol de Orlando Gatti, em times como Corinthians Pompeiano e Rabo de Galo. Seu estabelecimento situava-se no atual número 597 da rua Félix Della Rosa. Abaixo, um aspecto recente da rua Grumarim, antiga Vila Caipira, famosa no bairro pelas festas juninas que promovia.

20170806_162446 Bar Vila Pompéia.

Na atualidade, o Vila Pompéia F.C – fundado em 11 de março de 2006, e cuja sede situava-se  entre as ruas: Rifaina e Bica de Pedra, em um bar, até 2017, é um exemplo de time de bairro da Vila Anglo, que dá continuidade a uma tradição esportiva da região. A sede mudou, mas o time continua. Abaixo, duas fotos de seu diretor, Édson.

    Diretor do Vila Pompéia F.C (1)            Diretor do Vila Pompéia F.C (2)

Abaixo, como curiosidade, uma foto tirada em frente ao bar que abrigou o “Vila Pompéia F.C”, datada da década de 1980.

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Estabelecida oficialmente na Vila Anglo, a Águia de Ouro teve nas dependências do bairro seu “berço de criação” e, em seus moradores, a grande maioria de seus associados que construíam suas alegorias e desfilavam nos carnavais realizados na Avenida Tiradentes durante as décadas de 1970 e 1980, quando, então, na década de 1990, os desfiles foram transferidos para o atual Sambódromo de São Paulo. Inúmeros ensaios da escola foram realizados em praças do bairro da Vila Anglo, bem como os espaços de escolas públicas aí estabelecidas foram cedidos para a confecção das alegorias da agremiação. O atual presidente da escola, Sidnei Carriollo, seu irmão Gílson e o ex- presidente da “Velha Guarda” da escola, Walter Story, foram todos moradores do bairro. A 09 de maio de 2016, deu-se a comemoração dos 40 anos de fundação desta importante escola de samba da capital paulista.

Águia de Ouro no Mauro

Águia de Ouro Trabalhando na EEPSG Profº Mauro de Oliveira em 1979.

 

Águia de Ouro 40 anos. Primeiro desfile na Avenida Tiradentes.
Primeiro desfile da Águia de Ouro na Avenida Tiradentes, em 1977.

 

Aguia de Ouro com João Carrera década de 1980 (1)

Águia de Ouro, em desfile na Avenida Tiradentes, década de 1980. Walter Story (ex- presidente da Velha Guarda da Escola), é o oitavo em pé, da esquerda para a direita. Roberto (irmão de Walter), é o quarto em pé, no mesmo sentido. João Carrera é o primeiro agachado, da esquerda para a direita.

Águia de Ouro 40 anos. Flâmulas.

Walter Story, ex- presidente da Velha Guarda da Águia de Ouro, nas comemorações dos 40 anos da escola de samba.

Xaranga da Pompeia 2016 (14)

“Xaranga da Pompéia”, bloco carnavalesco iniciado pelo Condomínio Cultural e atualmente conduzido pela Águia de Ouro, em uma passagem pelo bairro em 2016.

O decreto nº 1216, de 27 de outubro de 1950, declarou de utilidade pública um imóvel situado à rua Dr. Daniel Cardoso, no Bairro Siciliano, Vila Anglo – Brasileira, necessário à construção de um grupo escolar, que a partir de 1955, passou a funcionar, de fato, como a segunda escola pública da região, denominada como “Clóvis Beviláqua”, em homenagem ao jurista, filósofo, historiador e literato cearense, nascido em 04 de outubro de 1859 e falecido no Rio de Janeiro em 26 de julho de 1944.
O prédio do grupo escolar Clóvis Beviláqua mantem-se ainda hoje no bairro, com todas as suas características arquitetônicas preservadas, tendo porém passado a administração municipal. O referido grupo escolar esteve em funcionamento até meados da década de 1990, muito embora, atualmente, em suas dependências, encontre-se uma placa que diz que, neste mesmo prédio, inaugurou-se, em fevereiro de 1985 (último ano da Ditadura Militar no Brasil), a Creche Municipal de Vila Anglo, sob a administração do então prefeito Mário Covas.O decreto número 41.597(in: http://www.jusbrasil.com.br/ acesso em 15 de outubro de 2016), de 19 de fevereiro de 1997, publicado no Diário Oficial do dia subsequente, oficializou a extinção da EEPG. Clóvis Beviláqua. O atual CEI – Centro de Educação Infantil que se encontra no local, assim o foi inaugurado oficialmente em 2001.
Clóvis Bevilácqua - Fachada Lateral.A Escola Estadual Clóvis Beviláqua, onde atualmente localiza-se o CEI – Centro de Educação Infantil Vila Anglo, ligado à prefeitura de São Paulo, na rua Dr. Daniel Cardoso. Acima, fachada em 1960. Abaixo, foto comparativa de 2016.

Clóvis em 2016 (5)

Clóvis Bevilaqua Sandra no destaque 1960
Turma do 4º ano do G.E. Clóvis Beviláqua, 1960.

 

Clovis Beviláqua em 1957 João Gatti no 1° ano

João Carlos Gatti, com “bico de pena” e tinteiro na carteira, no G.E. Clóvis Beviláqua, em 1957.

 

Clóvis Bevilaqua em 1959 Sandra Castro 3° ano
Sandra M.C. Gatti, em registro colorizado do G.E. Clóvis Beviláqua, 1959.

O terceiro e atual “grupo escolar” da Vila Anglo, assim o foi oficializado pelo decreto nº 6365 de 07 de outubro de 1961, recebendo a denominação de Ginásio Estadual “Professor Mauro de Oliveira”, conforme decreto nº 41.073 de 28 de novembro de 1962, sob a administração do Governador do Estado de São Paulo, Carlos Alberto A. de Carvalho Pinto. O prédio, situado à rua Pedro Soares de Almeida, foi inaugurado em setembro de 1973, sob a administração do governador Laudo Natel, passando a denominar-se, no ano de 1978 EEPSG Prof. Mauro de Oliveira e depois, EE. Prof. Mauro de Oliveira. O homenageado professor,nascido em 03 de junho de 1910 em Atibaia, SP e falecido em 22 de setembro de 1962, aos 52 anos de idade, em São Paulo, capital, havia lecionado  durante trinta anos no magistério primário e secundário do Estado, chegando a ser diretor na década de 1950 da Escola Normal de Itápolis,  com enorme contribuição à causa da educação.

Fachada do Mauro de Oliveira

Fachada da EE Profº Mauro de Oliveira em 2015.

 

Juventude no Mauro de Oliveira.
Ação Solidária na E.E. Prof. Mauro de Oliveira, em 1975.

 

Professor Mauro de Oliveira (1)

Professor Mauro de Oliveira, homenageado com seu nome na atual Escola Estadual de Vila Anglo Brasileira.

 

Leandro com o ex- governador Laudo Natel.

Leandro Antônio Gatti, com o ex- governador de São Paulo, Laudo Natel, em cuja administração, inaugurou-se o atual prédio da E.E.. Profº. Mauro de Oliveira.

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, popularmente conhecida como “Capelinha” pelos moradores do bairro, durante muito anos operou como capela subordinada à Igreja Nossa Senhora do Rosário de Vila Pompéia, tendo adquirido seu status de paróquia independente em 10 de fevereiro de 1967, por decreto da Cúria Metropolitana de São Paulo. Servindo há mais de meio século, com promoção de quermesses e ações sociais, ainda hoje mantém sua tradicional procissão de Páscoa, que reúne centenas de moradores da Vila Anglo. Seu cinquentenário (que se deu em 10 de fevereiro de 2017), foi comemorado a partir de maio de 2016, como parte das celebrações do ano jubilar dos 300 anos do achado da imagem da Virgem Maria nas águas do Rio Paraíba do Sul por pescadores. O padre responsável pela grande transformação “física” da antiga “Capelinha” na atual paróquia foi Arturo Manilia, este um Capitão Capelão do exército italiano na época da Segunda Guerra Mundial que, no entanto, ajudou a abrigar judeus fugidos da perseguição nazista. Um dos muitos tesoureiros da “Capelinha” e ilustre morador do bairro, foi Félix Della Rosa (nascido em São José dos Campos, SP, em 1º de junho de 1915, falecido na capital paulista em 13 de setembro de 1971), que, junto com seus irmãos foi combatente da Revolução Constitucionalista de 1932. Após sua morte, Félix teve seu nome dado à antiga rua Sapezal, assim permanecendo até os dias atuais. O nome “Sapezal” devia-se a grande quantidade de sapé que havia na mesma. Em mapas da década de 1930, esta mesma via era denominada como Rua Primavera.

Capelinha Padre Arturo Manilla dpecada de 1970.
Padre Arturo Manilia, em foto da década de 1970.

 

Capelinha 1965

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira “Capelinha”, em foto da década de 1960…

Capelinha em 2016.

…e como se encontra nos dias atuais.

Placa em homenagem a Arturo Manila

Placa em homenagem ao Padre Arturo Manilia, responsável pela edificação da Paróquia N.Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira, dando-lhe a fachada característica que se mantém até os dias atuais.

Seguindo uma “tendência” do restante da nação brasileira, a Vila Anglo, mesmo localizada próxima ao centro da capital paulista, conservava suas características provincianas ainda durante a década de 1950, com ruas de terra e carroceiros itinerantes que comercializavam produtos em suas vias, conhecendo um “boom” de desenvolvimento a partir da Era JK, particularmente sob a administração do prefeito, depois governador e sucessor de Juscelino Kubitschek na presidência do Brasil, Jânio da Silva Quadros, figura política que mais frequentou o bairro, com passagens folclóricas, onde sempre fazia questão de adentrar os bares locais para “tomar uma caninha” junto aos moradores, em atitude tipicamente populista.

1-João Gatti. - Cópia

João Gatti, um dos precurssores da atividade de carroceiro na Vila Anglo. Abaixo, José Castro, também exercendo a função em foto tirada na atual rua Cajaíba e, na sequência, um registro de carroceiro em atividade na rua Ciridião Buarque, em 1949.

Vo Zito Carroceiro I

Ciridião Buarque I

Habilitação de Condução de Carroça 2

Habilitação de Conduição de Carroça do Pai de Alberto Monteiro.

Para guiar carroças, o condutor necessitava estar devidamente habilitado, tal como se observa na “Carteira de Habilitação”, de Aderito Monteiro.

Vila do Santo Gato. Entrada.

A Travessa “União dos Palmares”, localizada na rua Félix Della Rosa, começou como “Vila do Santo Gato”, devido ao fato de ter suas casas construídas por Santo Gato, descendente direto de italianos, que também contribuiu para a consolidação do bairro de Vila Anglo. Abaixo, foto de Santo Gato, com a esposa, em visita ao litoral paulista, por volta da década de 1960 (cortesia da Família Cassine).

Santo Gato I

Rua Mundo Novo, 1948, com a Praça São Borja.
Descendo a atual rua Mundo Novo, em 1948, a partir da Praça Barão de São Borja.
Escadão Oscar Strauss, 1953 2
Escadaria Oscar Strauss, em 1953. Conecta as atuais ruas: Rifaina e Mundo Novo.

 

Açougue Popular e Meninas em 1953 2

Antigo “Açougue Popular”, localizado na esquina das ruas: Epaminondas Lobo e Ciridião Buarque, ao lado da Panificadora “Maravilha”, 1953.

Esquina da Ciridião Buarque e Epaminondas Lobo. Panificadora Maravilha, 1953
Antiga Panificadora “MARAVILHA”, localizada na esquina das ruas Epaminondas Lobo e Ciridião Buarque, 1953

 

Ciridião Buarque 1953 com Chevrolet passando 3.
Carro entrando na esquina das ruas: Epaminondas Lobo e Ciridião Buarque, de frente para a Panificadora Maravilha, em 1953

 

Heitor Penteado - Esrada do Araça em 1953.

Correndo na antiga “Estrada do Araçá”, atual Heitor Penteado em 1953.

Heitor Penteado Estrada do Araçá 2016.

Aspecto da Rua Heitor Penteado em 2016.

Mundo Novo em 1958 2

Aspecto da Rua Mundo Novo, em 1958, que já possuía paralelepípedos. Destaque para o “Simca Chambord”. (Foto cedida para Histórias de Vila Anglo por “Toninho Barbeiro”).

Vista da Vila Anglo Raizes da Pompeia
Vista de Vila Anglo, a partir da atual Praça Dr. Vicente Tramonte Garcia, em 1961.

Vista da Vila Anglo a partir do Parquinho em 2016.

Foto comparativa da “Vista da Vila Anglo”, a partir da Praça Vicente Tramonte Garcia tirada em 2016.

Romeu Giovanoni combatendo (2)
Romeu Giovanoni, ex-morador da Vila Anglo, que participou da 1ª tropa de soldados da ONU, em prol da paz mundial, outubro de 1966.

Dizendo-se “descobridor da Vila Anglo”, Jânio foi responsável pela instalação do esgoto e colocação do paralelepípedo da atual rua Mundo Novo, ao mesmo tempo em que fazia do bairro, mais um “reduto vassourinha” (em alusão ao símbolo que usava para suas campanhas, prometendo “varrer a corrupção” da política). Sua última passagem na região deu-se em 1985, quando então foi candidato a prefeito de São Paulo, derrotando o “favorito”, Fernando Henrique Cardoso. Na ocasião, Jânio havia visitado a família de Armando Gemi (outro ilustre morador do bairro, homenageado com seu nome em uma das vias da região), com quem mantinha uma relação de amizade de longa data.

Ademir Gemi, Jair Gemi, Jânio Quadros Dna. Eloá, e amigos

Visita de Jânio Quadros à Vila Anglo em 1985.

A Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira, foi fundada em 09 de outubro de 1968. No entanto, foi somente a partir da década de 1980 quando moradores sensibilizados com a situação do bairro, face às mudanças pelas quais o Brasil passava, e que assumiram sua diretoria, que sua atuação começou a se fazer sentir de maneira mais presente, onde homens como o jornalista Elias José Novelino e seu irmão Miguel, destacaram-se na luta pela conquista de variadas benfeitorias alcançadas, como, por exemplo, a instalação do posto de saúde no bairro, em 1983, a criação do C.C.A Vila Anglo – Centro para Crianças e Adolescentes de 06 a 14 anos, em 1985, que funciona até o presente, junto com o MOVA SAB – SAB – Educação de Jovens e Adultos, criado em 2010, em espaço cedido pela E.E. Mauro de Oliveira, além da reabertura da 5ª e 6ª séries da E.E. Mauro de Oliveira, que esteve ameaçada de fechar suas portas, entre outras.

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Da Esquerda para a direita: Elias José Novelino, Leandro Antônio Gatti e Miguel Novelino, no lançamento  de “Histórias de Vila Anglo”, edição comemorativa dos 90 anos do bairro, ocorrido na E.E. Mauro de Oliveira em 05 de agosto de 2017( o aniversário do bairro é em 08 de agosto). Elias e Miguel são representantes da Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira (SAB – SAB) desde a década de 1980 até os dias atuais. Com a suposta “extinção” do Bairro Siciliano (contestada por mapas e moradores que ainda recebem correspondência na região com a referida nomenclatura), a Sociedade, hoje, apresenta-se como representante da Vila Anglo Brasileira.

Banca Siciliano (1)

A “Banca Siciliano”, localizada na atual Praça “Jesuíno Bandeira” (antigo campo do Corinthians Pompeiano) é a última referência física da existência do Bairro Siciliano, cuja expansão originou a Vila Anglo Brasileira.

De população pobre, o bairro foi alcunhado como “Barroca”, e durante muitos anos, discriminado quanto à circulação de jornais de bairro em suas dependências, que alegavam que seus moradores “não possuíam perfil de leitores”, cabendo a residentes locais, na década de 1970, produzir e fazer circular, por exemplo, um periódico dedicado a atividades dos habitantes que tinham a pesca como hobby, intitulado “Folha do Pescador”, que era datilografado e copiado com mimeógrafo.  O primeiro jornal de bairro a circular, de fato, na Vila Anglo, e com notícias sobre a mesma foi o “Jornal Madalena”, de propriedade de Deise de Jesus Marques, durante o ano de 2013.

Primeira Edição de O Jornal Madalena Capa

“O Jornal Madalena”, primeiro periódico de bairro a circular na Vila Anglo, com notícias sobre a região.

Inspirados pela Jovem Guarda e bandas de rock surgidas no bairro da Vila Pompéia, nas décadas de 1960 e 70, bandas “anglo – brasileiras” foram formadas, com a consequente promoção de bailes nas casas dos moradores, em endereços esporádicos.

Banda de Baile Vila Anglo - (4) - 1970
Ensaio para realização de bailes caseiros na Vila Anglo.1971. Na foto, Josias (vocalista) e João C. Gatti (baterista).

 

Banda de Baile Vila Anglo (1) - 1970
Baile caseiro na Vila Anglo, 1971.

Diga-se de passagem, artistas como Nílton César e Benito de Paula, chegaram a ser moradores da região, tendo o primeiro residido na rua Dr. Ciridião Buarque e o último, na “parte baixa”, da rua Ministro Sinésio Rocha.
A década de 1980, considerada por muitos historiadores do Brasil, como “a década perdida”, registrou, de fato, ao seu final, e início da de 1990, um certo “declínio” do bairro, com aberturas e fechamentos relativamente breves de empresas que aí se instalaram, ao mesmo tempo em que a solidariedade de seus moradores buscava “compensar em parte” os efeitos dos “tempos difíceis”, com as realizações de competições esportivas, a exemplo da “São Silvestre Mirim” e promoção de “Mesas de Natal”, para moradores mais necessitados. Também nessa época, circulava o ônibus 8252/10 Vila Anglo Brasileira – Praça Ramos de Azevedo (Viação Gato Preto), que, no bairro, tinha seu ponto final na rua Dr. Miranda de Azevedo.
No entanto, nos anos 2000, registrou-se uma gradativa recuperação e revitalização de espaços públicos da região, tal como a Praça Antonio Resk, onde foi instalada, pelo “Movimento Boa Praça”, a Horta Comunitária da Vila Anglo.

Orientação na Horta de Vila Anglo I

Instruções passadas na “Horta Comunitária de Vila Anglo”, em 25 de Agosto de 2013.

A “redescoberta” do bairro, como área de investimento para construção de imóveis, reforçada por sua posição estratégica próxima ao Centro de São Paulo, dando fácil acesso às marginais: Pinheiros e Tietê, começou a se fazer sentir por volta de 2004, quando teve início a construção do primeiro edifício residencial de grande porte, onde antes encontrava-se a fábrica abandonada da “AAS Eletroacústica”, na esquina das ruas Estêvão Barbosa e General Góes Monteiro.
Como parte de sua “redescoberta”, a Vila Anglo serviu de cenário para a gravação de um filme do cinema nacional, “Reflexões de um Liquidificador”, com direção de André Klotzel. No elenco, estão: Selton Mello, Ana Lúcia Torre, Germano Haiut, Aramis Trindade e Marcos Cesana. O roteiro é de José Antônio de Souza, com fotografia de Uli Burtin e trilha sonora de Mário Manga. Produção da Brás Filmes e Aurora Filmes, distribuída pela Brás Filmes.

Reflexões e um Liquidificador

O filme “Reflexões de um Liquidificador”, que levou a Vila Anglo para as telas do cinema.

O grande “boom” de especulação imobiliária, contudo, ocorreu entre o final da primeira década do século XXI, e primeira metade da década de 2010, com a disparada dos preços dos imóveis, tanto para compra e venda, como para aluguéis.
Diante de uma iminente verticalização dos bairros de Vila Anglo e Jardim Vera Cruz, em 02 de novembro de 2014, por iniciativa da moradora Maria Isméria, teve início um movimento contra a verticalização da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz, intitulado MAVA – Movimento dos Amigos de Vila Anglo – que promoveu variados encontros na praça Vicente Tramonte Garcia, localizada na rua Ministro Sinésio Rocha, sempre aos Domingos, às 10hs00 da manhã. Reunindo historiadores, urbanistas, geógrafos, artistas, etc, o movimento tinha como finalidade dar uma “freada” no processo de compra de casas a preços irrisórios, só para atender a demanda de construtoras, resultando em transações que nem sempre lograram bons acordos para os antigos proprietários.
Um dos pontos memoráveis destes encontros, ocorreu em 07 de dezembro de 2014, com o apitaço promovido pelos participantes, com brados de: “Daqui eu não saio! Daqui ninguém me tira!”, que seria posteriormente publicado no “Jornal da Gente”.

MAVA - Não a verticalização.

Integrantes do MAVA dizem “não a verticalização”

Hino à Vila Anglo Brasileira.
Por sugestão do Sr. Walter Story (então presidente da Velha Guarda da Águia de Ouro), surgiu a ideia, em 27 de fevereiro de 2015 da composição de um hino que homenageasse o bairro de Vila Anglo Brasileira, tal como outros bairros possuem, a exemplo da Lapa.
Com elementos iniciais arranjados por Leandro Antônio Gatti (historiador do bairro),composição final de Giuseppe Calábria (morador e compositor ligado à Águia de Ouro) e interpretado na voz de Felipe Zangirolami, esta é sua letra oficial:

Seus filhos foram mãos
E pés que ao chegar
Na força deste braço
Um longo laço familiar
De uma várzea tão cheia
Com times e campeões
Voa Águia guerreira
Repleta de tradições
E uma linda mistura
Com povos de além mar
A escola é nossa cultura
Britânica a nos doar
Quem voa é Vassourinha
Partido é não se sujar
Se o Morro do Cruzeiro é quem brilha
Com plantas que filtram o ar
(Refrão)
Brindar sua história
Anglo brasileira
Sempre em nossa memória
Esta é nossa bandeira.(bis)

Clique para ver e ouvir o Hino da Vila Anglo

Fatos mais recentes:

Nos primeiros meses de 2015, instalou-se no bairro o Moto Clube “In Omerità MC”, à rua Félix Della Rosa, nº128.

A organização, composta basicamente por apaixonados por Harley Davidson, promove inúmeras ações sociais, como, por exemplo, distribuição de brinquedos e cestas básicas no Natal Solidário do Instituto Ebenezer, entre inúmeras outras. Na Vila Anglo, já tomaram parte da organização de uma confraternização de fim de ano entre moradores do bairro, ocorrida em 19 de dezembro de 2015 na rua Bicudo Cortez.

 

In Omerita Fachada.

Fachada Pública do Moto Clube “In Omerita”

A Primeira Feira da Terra, edição “Primavera”, organizada pela arquiteta e urbanista Sandra Mara Ortegosa, em parceria com o MAVA (Movimento dos Amigos da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz) e o Condomínio Cultural, ocorreu na Praça Dr. Vicente Tramonte Garcia, no dia 18 de outubro de 2015. Com produtos orgânicos, tendas de cura, contação de histórias, etc, o evento teve boa repercussão e começou a atrair e integrar moradores de diferentes faixas etárias.

Feira da Terra I

“Feira da Terra” na Praça Vicente Tramonte Garcia

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, “Capelinha”, em parceria com o “Projeto Cine B”, promoveu, no dia 14 de novembro de 2015,  a exibição gratuita e coletiva para os moradores do bairro, do filme “Irmã Dulce”, de forma a promover a integração entre vizinhos como se fazia nas praças públicas nas décadas de 1950, 1960…e, ao mesmo tempo, ajudar a igreja em questão na composição de cestas básicas para auxílio aos necessitados. O projeto Cine B promove estas sessões pela capital paulista, com sorteio de camisetas e fornecimento de pipoca gratuita, além de levar ótimas produções do cinema nacional à população brasileira que não usufrui de sua própria produção cultural.

 

Sessão Irmã Dulce IV

Anúncio da Sessão de cinema coletivo, com o filme “Irmã Dulce”, na Paróquia N.Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira.

A 01 de maio de 2016, recebendo a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida e contando com a presença de D. Julio (bispo da região episcopal Lapa), o padre Elio Vigo deu início às comemorações dos 50 anos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, a “Capelinha”, associando-a às comemorações dos 300 anos do descobrimento da imagem de Nossa Senhora, padroeira do Brasil, por pescadores no Rio Paraíba do Sul, cujos “aniversários” foram celebrados em 2017, mais especificamente no dia 10 de fevereiro para a paróquia do bairro. Na ocasião, foi feita uma procissão que saiu da praça Penteado Médici, no exato local onde fora instalada, em 1937, a cruz do Morro do Cruzeiro, relembrando o início das atividades religiosas da Igreja Católica na Vila Anglo Brasileira, já que eram realizados cultos na base da cruz, muito antes de existir a comunidade de base que, somente em 10 de fevereiro de 1967, foi elevada à categoria de paróquia.

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Procissão saindo do antigo local do “Cruzeiro”, atual Praça Penteado Médici.

 

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Banner comemorativo dos 50 anos da Paróquia N. Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira. Abaixo, camiseta comemorativa

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O ápice das comemorações dos 50 anos da Paróquia N.Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira, celebrado em 12 de outubro de 2017(o aniversário da Igreja é em 10 de fevereiro), com a “barca de Nossa Senhora”, conduzida ao antigo local do Cruzeiro. Abaixo, a barca no interior da Igreja e prospecto comemorativo.

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Sal da Terra

Escola – creche “Sal da Terra”, que foi fundada em 09 de fevereiro de 1993 e instalou-se na Vila Anglo em 1995, servindo a população carente da mesma(com atendimento para a grande quantidade de crianças que a região possui), há mais de duas décadas.

Nos dias 01, 02, 05 e 12 de junho de 2016, a Vila Anglo virou, talvez como nunca em sua história, objeto de estudos acadêmicos, por iniciativa do Senac Lapa, em suas unidades: Tito e Scipião, quando, na primeira, o autor da presente obra foi convidado no dia 01 por Josiani Muniz Batista a ministrar uma palestra sobre uso e ocupação do espaço urbano, tendo como “pano de fundo prático” o cotidiano da Vila Anglo e, na segunda, dia 02, a convite da professora Ana Laura Gamboggi Taddei, ministrou-se uma palestra especificamente sobre a Vila Anglo Brasileira, para o curso de pós – graduação em design gráfico, que foi complementado por um “tour” nas ruas do bairro, realizado nos dias  05 e 12, para identificar problemas enfrentados pela população local e encontrar meios de viabilizar uma “campanha de design gráfico” para mobilizar os moradores a solucioná-los. Na ocasião, o grupo conheceu o bar do Sr. Walter Story (presidente da Velha Guarda da Águia de Ouro), com suas “bebidas exóticas”, bem como a oficina do uruguaio Ruben Pagani, que fabrica instrumentos, entre outros artefatos curiosos, expondo-os como relíquias nas paredes de seu estabelecimento (no bairro já há 35 anos), a exemplos de máquinas de escrever, além do Sr. Antônio Ferreira Filho, o “Toninho Padreco”, coroinha da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, a “Capelinha”, na época do padre Arturo Manilla. Nascido em 1959 e residente no bairro desde então, participou de gravações de telenovelas da extina TV Tupi, ensinando procedimentos de batismo a atores que iriam encenar a realização de um. Esteve afastado do bairro, tendo mesmo residido na Ilha da Madeira, entre outros lugares, voltando à Vila Anglo em 2016.

A 3 de julho de 2016 deu-se a conclusão do projeto “Eu Vivo a Vila Anglo”, onde a turma de Pós – Graduação em Design Gráfico do Senac – Lapa – Scipião, sob a orientação da professora Ana Laura Gamboggi Taddei percorreu as ruas do bairro afixando nas paredes das casas, estabelecimentos de comércio, praças, travessas, etc, fotos ampliadas dos moradores, com nome e o slogan do projeto, acompanhados de jargões que “definem “ a pessoa e um carimbo em formato de coração, ao lado do nome “Vila Anglo”. O trajeto contemplado foi o seguinte: Rua Mundo Novo, Bica de Pedra, Rifaina, Praças: Antônio Resk e Paulo Schiesari, Colégio Mauro de Oliveira, travessa próxima à rua Armando Gemi, Travessa das Lamparinas e Travessa Roque Adoglio.

Na ocasião, encontros inesperados aconteceram com moradores que se mostraram altamente favoráveis à intervenção e chegaram, até mesmo,  a posarem para fotos, junto às ampliações dos moradores.

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Execução do projeto “Eu Vivo a Vila Anglo”. Na imagem, o Historiador Leandro Antonio Gatti é um dos contemplados pelo projeto. Abaixo: o casal Samar Martinez e Nilza, posam para fotos;Turma de Pós – Graduação do Senac (que realizou a ação), na praça Penteado Médici e exemplar virtual de camisa comemorativa do projeto.

Samar e esposa 2016.

Eu vivo a Vila Anglo em 03 de julho de 2016 (28)

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A 20 de agosto de 2016 realizou-se mais uma sessão do projeto “Cine B” na Igreja Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, exibindo o filme “Apart Horta”. Na prévia, os moradores do bairro foram surpreendidos  pela exibição do curta “Vila Anglo 1953”, que mostra diversos pontos e curiosidades do bairro no referido ano, conseguido com o Sr. Wanderley Monteiro, que esteve presente ao evento, junto com o Sr. Alberto Monteiro, este que foi um pioneiro das organizações de eventos para trazer cinema de graça aos “anglo – brasileiros”.

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Participantes da Sessão de Cinema Coletivo “Apart Horta”, na Paróquia N. Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira.

Visitando o MAVA em 28 de agosto de 2016, em reunião extraordinária na praça Vicente Tramonte Garcia, o Vereador Eliseu Gabriel tomou contato com a história do bairro, e comprometeu-se a criar, em lei, o “Dia da Vila Anglo”, a ser celebrado anualmente, no dia 08 de agosto, o que, de fato, começou a ser encaminhado com o projeto de lei 488/2016, que propôs a data comemorativa. A 16 de outubro de 2017 foi promulgada a Lei nº 16.722, que oficializou a data, sendo a mesma publicada no Diário Oficial do dia 18 de outubro.

Eliseu Gabriel no MAVA em 28 de agosto de 2016.

Visita do Vereador Eliseu Gabriel ao MAVA, na Praça Vicente Tramonte Garcia.

Lei dia da Vila Anglo promulgada (1)

O texto da lei nº16.722, de 16 de outubro de 2017, que oficializou o dia 08 de Agosto como o “Dia da Vila Anglo.”

A 08 de outubro de 2016, deu-se, na Praça Rio dos Campos, a abertura do evento “Espaço Retrato”, promovido pelo Condomínio Cultural, com projeções de imagens e sons de Vila Anglo e caminhada monitorada pelo bairro, com histórias narradas pelo historiador Leandro Antônio Gatti.

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Instalações do Projeto “Espaço Retrato”, na Praça Rio dos Campos.

Em novembro de 2016, teve início um movimento de revitalização do espaço da Travessa Roque Adóglio, por iniciativa de moradores locais, que gradualmente, fizeram intervenções artísticas na mesma com o intuito de chamar a atenção dos moradores do bairro para a necessidade de cuidar desse espaço que se quedava abandonado, chegando, até mesmo, a construir um poço, perfurado até o leito do Córrego da Água Preta, para mostrar sua passagem pelo local.

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Poço na Travessa Roque Adoglio

A 08 de agosto de 2017, a Vila Anglo Brasileira completou 90 anos e, como parte das comemorações, três dias antes, em 05 de agosto, no Colégio Mauro de Oliveira, deu-se o lançamento da edição comemorativa do livro de sua história, de autoria de Leandro Antônio Gatti. O evento, foi cordialmente anunciado no Jornal da Gente da respectiva semana.

Reportagem comemorativa dos 90 anos da Vila Anglo

Reprodução do Jornal da Gente, com destaque para a reportagem do lançamento da edição de “Histórias de Vila Anglo Brasileira”, comemorativa dos 90 anos do bairro.

A 05 de outubro de 2017, em parceria com o Rotary Club de São Paulo Oeste, deu-se, na Escola Estadual Profº. Mauro de Oliveira, o pontapé inicial do projeto “Esporte e Inclusão Social”, com doação de mesa profissional de pingue pongue e oferecimento de bolsas de estudo para capacitação profissionalizante de alunos, pelo Sr. Marcos Yamada, campeão internacional de Tênis de Mesa. O projeto, que visa oferecer novas oportunidades a jovens em formação, está em andamento na Vila Anglo.

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Membros do Rotary Club de São Paulo Oeste e da Escola Estadual Profº. Mauro de Oliveira, no início do projeto “Esporte e Inclusão Social”. Abaixo, aspectos da demonstração promovida por Marcos Yamada.

Esporte e Inclusão Social em 06 - 10 - 2017 (6)

A 02 de novembro de 2017, deu-se a celebração de 3 anos de fundação do MAVA – movimento de Amigos da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz, cujas comemorações, realizadas em 05 de novembro, na Praça Vicente Tramonte Garcia, já trouxeram projetos de reestruturação do local, visando a incentivar sua frequência pelas novas gerações de moradores da região.

Terceiro aniversário do MAVA 05 de Novembro de 2017 (13)

Bolo comemorativo do aniversário de três anos do MAVA. Abaixo, aspecto da maquete representativa das futuras intervenções na Praça Dr. Vicente Tramonte Garcia.

Terceiro Aniversário do MAVA 05 DE NOVEMBRO DE 2017 (3)

A 16 de dezembro de 2017 realizou-se mais uma edição do “Natal Solidário” da Rua Bicudo Cortez e, no dia seguinte, sob a organização da mesma equipe da Feira da Pompéia, realizou-se a primeira versão do mesmo evento para a Vila Anglo, ocupando o espaço da rua Pedro Lopes e Travessa das Lamparinas.

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Aspecto do “Natal Solidário” da Rua Bicudo Cortez, edição 2017.

Feira de Arte e Cultura Pedro Lopes 2017 (2)

Primeira Feira de Arte e Cultura da Vila Anglo, realizada em 17 de dezembro de 2017, entre as ruas Pedro Lopes e Travessa das Lamparinas. 

Lago na Travessa Sem Nome

Um pequeno Lago construído para aproveitar água despejada do Condomínio “Vila Ângela”, encontra-se nos fundos do mesmo, em uma travessa que conecta as ruas Estevam Barbosa e Travessa das Lamparinas. Contando com pequenos peixes, está situado no trajeto do Córrego da Água Preta, que corta o bairro de Vila Anglo.

Padaria Tropical Emporio Mimí (3)

O “Empório Mimí”, situado na esquina da Avenida Pompéia e rua Estêvão Barbosa. Este local já abrigou importantes estabelecimentos comerciais como, por exemplo, a antiga “Padaria Tropical”, entre outros.

Venda do Luiz hoje em dia (1)

Fachada de um dos mais tradicionais estabelecimentos de comércio da Vila Anglo, localizado no número 431 da Rua Mundo Novo, esquina com a Bica de Pedra. A “venda”, em questão já pertenceu a Victor Marques dos Santos (um dos pioneiros da atividade comercial do bairro e que é homenageado com seu nome na praça que está entre as ruas: Bica de Pedra e Rifaina – foto abaixo), passando a ser posteriormente propriedade de D. Perpétua, Sr. Rozendo e seu filho, Luís Mansanaro, sendo administrado atualmente por Aílton da Silva Santos.

Praça Victor Marques dos Santos.

A 07 de janeiro de 2018, deu-se a posse do novo Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, a “Capelinha”. O padre José Oliveira dos Santos recebe sua menção, devido ao fato de ter feito vitrais na igreja da Vila Ipojuca,  que  inspiraram a construção  do belo vitral colorido da Capela da igreja de Vila Anglo, que lá se encontra até hoje. A 25 de fevereiro de 2018, promoveu a “Festa do Sorvete”, como parte de um conjunto de ações para integrar os moradores do bairro, além das tradicionais celebrações de Páscoa, Festas Juninas, ou mesmo de Natal e Ano  Novo.

Posse do Padre José Oliveira dos Santos em 07 de janeiro de 2018. (5)

Posse do Padre José Oliveira dos Santos na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira em 07 de janeiro de 2018. Abaixo, aspecto da “Festa do Sorvete”, promovida em 25 de fevereiro de 2018.

Festa do Sorvete em 25 de fevereiro de 2018 (3)

A 02 de março de 2018, teve início o programa de atividades do Clube de Tênis de Mesa da E.E. Professor Mauro de Oliveira, como parte complementar do projeto “Esporte e Inclusão Social”, desenvolvido em parceria com o Rotary Club de São Paulo Oeste e apoio do Itaim Keiko, clube de Marcos Yamada.

Rpresentantes do Clube de Tênis de Mesa

Presidente e Vice- presidente do Clube de Tênis de Mesa da E.E.Mauro de Oliveira, posam para foto com Leandro Antônio Gatti, representante  do Rotary Club de São Paulo Oeste, no início das atividades em 02 de março de 2018.

A 19 de abril de 2018, com a colaboração do professor Pedro Henrique, da Wizard Idiomas, foi publicado o texto-resumo da História da Vila Anglo na Wikipédia e, em 26 do corrente, deu-se a concretização do projeto “Iluminar”, em parceria com o Rotary Club de São Paulo Oeste e a E.E. Mauro de Oliveira, de Vila Anglo, com a palestra de Márcia Cristina Camargo de Souza, Pedagoga, Bióloga e Psicopedagoga,  na solenidade de acolhimento para pais de alunos, que contou, inclusive, com belas performances musicais e artísticas dos mesmos. Procurando esclarecer pais sobre como preparar seus filhos para enfrentar as frustrações do dia a dia e resistir ao uso das drogas, a apresentação foi um sucesso e representou mais um importante passo na valorização dos laços familiares e de comunidade.

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Membros do Rotary Club de São Paulo Oeste com a Palestrante Márcia Cristina Camargo de Souza (terceira, da esquerda para a direita) na conclusão do projeto “Iluminar”, ocorrido em 26 de abril de 2018 na E.E.Mauro de Oliveira.

Com o objetivo de auxiliar na arrecadação de fundos para o tradicional “Natal Solidário”, realizado na rua Bicudo Cortês, moradores desta, associados aos da rua Bica de Pedra, realizaram em 05 de maio de 2018  a primeira “Feijoada Beneficente”, como parte do “Projeto Roda de Cirandar”. Ainda no mês de maio, deu-se o encerramento das atividades do Moto Clube “In Omerita” no bairro de Vila Anglo.

Feijoada Beneficente de 05 de maio de 2018.

Primeira Feijoada Beneficente, realizada entre as ruas: Bicudo Cortês e Bica de Pedra, em 05 de maio de 2018.

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Comemoração do Dia das Mães na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira em 13 de maio de 2018.

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A ETEC Guaracy Silveira, que passou a funcionar no piso superior da E.E. Profº. Mauro de Oliveira.

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Aspecto de Festa Junina promovida pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, em 03 de junho de 2018.

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Decoração na rua Bica de Pedra para celebrar a realização da Copa do Mundo da Rússia de 2018.

A 23 de junho de 2018, realiza-se, na Praça Dr. Vicente Tramonte Garcia, a Primeira Festa Junina do MAVA (Movimento de Amigos da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz), como forma de congraçamento entre moradores de ambos os bairros.

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Aspecto da Primeira Festa Junina do MAVA, ocorrida em 23 de junho de 2018.

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Aspecto da Festa Julina do “Projeto Roda de Cirandar”, realizado nos dias 14 e 15 de julho de 2018, como parte das arrecadações para o “Natal Solidário”, todos realizados entre as ruas: Bica de Pedra e Bicudo Cortês. Na foto, apresentação de musica ao vivo.

Ao longo dos meses de Julho e Agosto de 2018, a Vila Anglo foi cenário das filmagens de uma produção do cinema nacional, denominada “O Homem Cordial”. Por essa mesma época, a atriz global Camila Pitanga visitou o bar de D.Iara (moradora da Vila Anglo há mais de seis décadas), que na ocasião havia recebido a denominação de “Bar do Bestia”.

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Gravações do filme “O Homem Cordial”, realizadas em frente ao “Bar do Bestia”, na rua Félix Della Rosa, entre 25 e 26 de julho de 2018.

A 05 de agosto de 2018, realizou-se na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, a primeira Missa Comemorativa do “Dia da Vila Anglo” (08 de agosto – data oficializada em lei), que também celebrou os 91 anos do bairro. Além de gerações de moradores, compareceram representantes do MAVA (Movimento de Amigos da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz), do SAB – SAB (Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira), além do Rotary Club de São Paulo Oeste (entidade parceira de projetos junto à E.E. Professor Mauro de Oliveira). À missa, seguiu-se uma confraternização com bolo no salão de festas da paróquia.

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Cortando o bolo de 91 anos da Vila Anglo, após a missa comemorativa realizada em 05 de agosto de 2018. O ” Dia da Vila Anglo” é 08 de agosto.

Postos de Saúde da Vila Anglo (1)

A UBS “Jardim Vera Cruz”, hoje situada na rua Saramenha, esquina com a rua Francisco Bayardo, no bairro Campos da Escolástica, é, em realidade, o antigo posto de saúde de Vila Anglo Brasileira, conquistado para este bairro pelo SAB – SAB (Sociedade de Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira). Abaixo, outra conquista da mesma entidade, o “escadão”, que conecta as ruas: Bica de Pedra e Pedro Soares de Almeida.

Manifesto do Escadão em 2017 (2)

Por iniciativa da  paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, a partir de 16 de setembro de 2018, iniciou-se a prática das Missas de Grupos de Ruas, que consiste na realização de missas nas casas de moradores do bairro de Vila Anglo.

Primeira Missa nos grupos de rua em 16 de setembro de 2018.

Primeira Missa nos Grupos de Rua, realizada em 16 de setembro de 2018. Abaixo, exemplo de inscrição – anúncio para receber o evento em domicílio.

Anúncio de Missa nos Grupos de Rua

A 29 de setembro de 2018, a convite da E.E. Professor Mauro de Oliveira, foi  apresentada, nas dependências da mesma, pelo historiador Leandro Antonio Gatti,  a Palestra “Histórias de Vila Anglo”, que buscou esclarecer a todos os presentes, vários aspectos do levantamento histórico do bairro, ocasião que promoveu, também, o encontro de ex- alunos e ex- funcionários da escola com os atuais professores, além de representantes do Condomínio Cultural e da Paróquia Nossa Senhora de Vila Anglo Brasileira e Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira, originando um grupo denominado “Amigos do Mauro”.

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Palestra “Histórias de Vila Anglo”, apresentada pelo historiador Leandro Antonio Gatti na E.E.Professor Mauro de Oliveira em 29 de setembro de 2018. 

A  07 de outubro de 2018, deu-se o cinquentenário da Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira (SAB – SAB), entidade que há meio século, e com a união de centenas de moradores e ex – moradores da Vila Anglo, lutou e luta por inúmeros benefícios para a região, com o devido reconhecimento compartilhado nas redes sociais.

O quarto aniversário do MAVA (Movimento de Amigos da Vila Anglo e Jardim Vera Cruz) deu-se em 02 de novembro de 2018.

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Aspecto da reunião comemorativa de quatro anos do MAVA, ocorrido na praça Vicente Tramonte Garcia, um mês após seu aniversário, em 02 de dezembro de 2018.

Como parte das ações sociais da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, foi realizado em 16 de dezembro de 2018, o “Dia do Pastel”.

Dia do Pastel.

Prospecto informativo, convidando os moradores a participarem do “Dia do Pastel”.

A 15 de dezembro de 2018, realizou-se mais um “Natal Solidário” do “Projeto Roda de Cirandar”, na rua Bicudo Cortês, com seus tradicionais brinquedos infláveis como: pula-pula, escorregador, além da cama elástica, etc.

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Limpeza realizada por moradores locais no escadão que conecta as ruas Bica de Pedra e Pedro Soares de Almeira, na manhã de 22 de dezembro de 2018.

A 22 de janeiro de 2019, ocorreram gravações do filme “Skull”, produção do cinema nacional, com previsão de lançamento para 2020.

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Equipe de produção do filme “Skull” trabalha na rua Epaminondas Lobo, Vila Anglo Brasileira, em 22 de janeiro de 2019.

A 10 de fevereiro de 2019, dia do aniversário de 52 anos da Paróquia N. Sra. Aparecida de Vila Anglo Brasileira, realizou-se a segunda Festa do Sorvete, contando, inclusive, com atrações para as crianças, tal como a tradicional cama elástica.

Segunda Festa do Sorvete em 10 de fevereiro de 2019 (6)

Cama elástica para crianças na Segunda Festa do Sorvete da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Vila Anglo Brasileira, realizada em 10 de fevereiro de 2019. Acervo do autor. 

Entre os dias 03, 04 e 05 de março de 2019, registrou-se novo deslizamento do “Morro do Cruzeiro” devido às fortes chuvas que atingiram a capital paulista, com queda de árvore sobre a empresa “Mundo Lilás”, situada à rua Bicudo Cortez, 75. O impacto da queda da árvore, fez com que seus galhos atravessassem o telhado da empresa, causando danos à mesma. O corpo de bombeiros foi chamado para serrar a árvore, possibilitando sua retirada de cima do prédio.

Queda do Morro em 05 de março de 2019 (3)

Bombeiro cerrando a árvore que caiu em cima da empresa “Mundo Lilás”, na rua Bicudo Cortez, em 05 de março de 2019.

Seguindo as tendências dos blocos de rua de Carnaval, o “Cumbia Calavera”, percorreu as ruas de Vila Anglo em 10 de março de 2019, trazendo, inclusive, muitas pessoas de fora do bairro. Dois dias depois, em 12 de março, a escola-creche, “Sal da Terra”, seguindo o lema da Campanha da Fraternidade, 2019 – “Fraternidade e Políticas Públicas”, promove uma ação de limpeza da escada que conecta as ruas: Bica de Pedra e Pedro Soares de Almeida, feita pelas crianças da mesma.

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O “Cumbia Calavera”, na esquina das ruas : Félix Della Rosa e Bicudo Cortez, em 10 de março de 2019. Abaixo, as crianças da “Sal da Terra”, portando pás e vassouras, na rua Bica de Pedra, a caminho da escada que conecta esta rua com a rua Pedro Sores de Almeida, no dia 12 de março, para realizar um trabalho de limpeza.

Sal da Terra e Limpeza do Escadão em 12 de março de 2019 (1)

Escadão limpo e pintado.

“Escadão” que conecta a rua Bica de Pedra com a rua Pedro Sores de Almeida, limpo e pintado em março de 2019. Abaixo, mais gravações realizadas na rua Bica de Pedra de frente para a Praça Araçariguama em 31 de março de 2019.

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Os nomes das ruas, praças e escolas de Vila Anglo Brasileira.

Esta sessão pós – “Linha do Tempo” tem como objetivo trazer a você, leitor, curiosidades sobre os logradouros de Vila Anglo Brasileira, tais como quem são os homenageados com seus nomes nas vias, praças e escolas e o que se sabe quando as mesmas tem nomes de personalidades da História do Brasil, ou mesmo são de origem indígena.

Para evitar repetições, a história de João Mathias não será colocada novamente aqui, já que foi citada anteriormente, mesmo caso do professor Mauro de Oliveira e, sempre que possível, o leitor também encontrará uma foto de referência da pessoa homenageada com seu nome na rua. Já Félix Della Rosa, que teve uma breve menção, terá sua referência complementada, assim como Clóvis Bevilácqua.

Claudio Fuzaro  nasceu em 12 de fevereiro de 1949, tendo falecido em 9 de fevereiro de 1966. Nos arquivos da prefeitura, é assim apresentado: “Cláudio Fuzaro, com a família pobre, o pequeno Cláudio lutou desde cedo contribuindo para o sustento dos irmãos. Seu desejo era tornar-se um adulto bem instruído. Tinha o curso secundário já quase concluído, quando veio a falecer por atropelamento, na manhã de 9 de fevereiro de 1966.”

claudio fuzaro

Cláudio Fuzaro teve seu nome colocado na antiga rua Rancharia.

Seguindo pela rua Cláudio Fuzaro, onde antes encontrava-se a cruz do Morro do Cruzeiro, está, atualmente, a praça Dr. Penteado Médici. O Dr. Fernando Penteado Medici, nasceu em São Paulo – Capital, em 1915. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Muito jovem alistou-se no Batalhão 14 de Julho no movimento Constitucionalista. Sobre esse movimento escreveu um dos melhores e mais interessantes livros, “Trem Blindado”, dentre os muitos que surgiram. Dedicou-se também ao jornalismo. Faleceu em São Paulo – Capital, no ano de 1947.

morro do cruzeiro praça penteado médici em 2016.

A Praça Dr. Fernando Penteado Médici, onde antes ficava a Cruz do “Morro do Cruzeiro”.

Ao longo de um “bate – papo” em 2014, com Jair Gemi, filho de Armando Gemi (um dos homenageados com seu nome em uma das ruas do bairro), constatou-se que Armando foi um dos maiores técnicos de elevadores do mundo, além do que, era muito querido e respeitado pelos moradores do bairro por pagar sanduíches e guaraná para a garotada que participasse de jogos nos times de Vila Anglo, o que “mais que justificou” a homenagem que lhe foi dada.

Nas versões oficiais, Armando Gemi é assim apresentado:

“(…) nasceu em 12 de junho de 1924, na cidade de Campinas em São Paulo. Na cidade de Campinas trabalhava como lavrador, veio para São Paulo onde aprendeu a profissão de mecânico-eletricista de elevadores, fundando em 1954, a firma Continental Conservadora de Elevadores Ltda. Foi um trabalhador incansável, para a melhoria das condições do bairro, muitas delas conseguiu ver concretizadas, desde que passou a residir na praça São Borja  recebeu de seus vizinhos o apelido carinhoso de “o prefeito da praça”. Ajudou a construir a igreja de Nossa Senhora Aparecida, na rua Felix Della Rosa. Faleceu em 2 de agosto de 1973.”

armando gemi, mãe e irmãos

Na foto, Armando Gemi é o segundo da direita para a esquerda.

Araçariguama, (nome da praça localizada entre a rua Bica de Pedra e Gurupá), segundo a Wikipédia, é um termo tupi que significa “lugar em que os araçaris bebem água”, através da junção dos termos arasari(araçari), ‘y (água), ‘u (beber) e aba (lugar). Os araçaris são aves de médio porte, com 34 a 45 cm de comprimento, semelhantes a tucanos e muito coloridas, quer na plumagem, em tons de verde e vermelho, quer no bico grande e forte que apresenta padrões e cores variáveis de espécie para espécie.

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A Praça Araçariguama, em época recente.

Também de origem indígena, Gurupá, de acordo com a Wikipédia, significa “Porto de Canoas”.

Pedro Chaves,nome de rua localizada entre a rua Gurupá e Juiraçu, foi  engenheiro ativo em Minas Gerais, na primeira metade do século XVIII. Executou o risco da capela-mor da matriz de Nossa Senhora do Pilar em Ouro Preto. Nos sites da prefeitura, não consta o distrito à qual pertence, muito embora esteja no traçado das ruas do bairro segundo o Guia Mapograf 2015.

Juiraçu, na continuação da rua Pedro Chaves é nome de uma cidade no Estado de Minas Gerais.

Grumari(m), também rua de Vila Anglo, faz referência a um bairro de classe média da Barra da Tijuca, na zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. É famoso pelas praias selvagens, tanto a principal, Praia de Grumari(m), como também as praias do Perigoso, do Meio, Funda, e do Inferno, todas essas acessíveis por trilha ou pelo mar. No bairro de Vila Anglo, era popularmente conhecida como “Vila Caipira”.

Félix Della Rosa nasceu em 1º de junho de 1915 na cidade de São José dos Campos, São Paulo. Participou ativamente dos movimentos sociais da comunidade da paróquia da Vila Anglo-Brasileira. Foi um dos fundadores da Igreja Nossa Senhora Aparecida, onde exerceu com brilhantismo o cargo de tesoureiro desde 1959. Pertenceu ao quadro associativo da Sociedade Amigos do Bairro, e foi um dos membros do Conselho Fiscal. Sabia fazer e conservar amizades, pois era dotado de ótima formação. Trabalhador honesto, de bom caráter e cumpridor de seus deveres para com a sua família e com a sociedade. Homem de grandes virtudes e iniciativas, batalhador incansável em favor da causa comum, não media sacrifícios quando era solicitado para fazer algum trabalho. Faleceu em 13 de setembro de 1971.

Uma vila de casas também localizada na Rua Félix Della Rosa, por muito tempo conhecida dos moradores como “Vila do Santo Gato”, oficialmente é registrada como Travessa União dos Palmares. União dos Palmares é a denominação de uma cidade do Estado de Alagoas, que alude ao famoso quilombo destruído por Domingos Jorge Velho.

Epaminondas Ferreira Lobo nasceu em Itararé, em 1910. Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, tendo iniciado sua carreira política em sua terra natal. Foi eleito Deputado Estadual em 1935 e 1947. Foi, também, Diretor da Caixa Econômica Federal. Faleceu em 1957.

O Dr. Daniel Cardoso nasceu no ano de 1893. Foi agente fiscal do imposto de consumo no interior do Estado de São Paulo. Exerceu durante alguns anos a advocacia na Capital Paulista, e foi vereador na Câmara Municipal de São Paulo. Faleceu em 25 de novembro de 1941.

Sobre o Dr. Tomás Catunda, o que foi encontrado é que era “médico e diretor clínico da Santa Casa de Santos, tendo instalado diversas escolas tuteladas pela Sociedade Amigos da Instrução Popular e cuja orientação dedicou grande parte de suas atividades”. Contudo, a rua com seu nome, nos arquivos da prefeitura, consta como logradouro do distrito do Jardim Paulista, não como uma das vias do subdistrito de Perdizes, ao qual pertence a Vila Anglo.

São João do Piauí, rua localizada entre Tomás Catunda e Rifaina, faz referência a uma cidade brasileira, no Estado de Minas Gerais.

Rifaina é uma cidade e município no Estado de São Paulo. Também é uma vila paulista pertencente ao município de Pedregulho. E, segundo o site http://www.turismoemsaopaulo.com/ Rifaina – Arrifana provém de arrife, de origem árabe e é sinônimo de recife, alusivo à geografia local. Outra versão afirma que viria do tupi, com o significado de “caminho do ponto do rio”. Na margem esquerda do rio Grande, entre os córregos do Cervo e da Casa Branca, instalaram-se os primeiros povoadores, provavelmente no início do século XIX, quando foi formado o Arraial do Cervo, na Freguesia de Santa Rita do Paraíso, hoje Igarapava. O nascimento oficial do povoado ocorreu em 1865. Em abril de 1873, foi elevado a freguesia com a denominação de Santo Antônio da Rifaina. Em dezembro de 1921, foi incorporado ao município de Pedregulho com o nome simplificado para Rifaina. Sua elevação a município aconteceu em dezembro de 1948.

O Dr. Augusto Cesar de Miranda Azevedo, nasceu em Sorocaba – São Paulo, em 10 de outubro de 1851. Estudou o primario no estado do Rio de Janeiro. Doutourou-se em medicina, no Rio de Janeiro, em 1874. Propagandista da República, tomou parte ativa no Club Paulistano. Colaborou em numerosos jornais de São Paulo. Em 1878, mudou-se para Guaratinguetá em São Paulo, onde clinicou até 1881, transferindo-se para Cruzeiro, em 1885, veio para São Paulo. Como político, tomou parte na Comissão Permanente do Partido Republicano e foi eleito Deputado. Assumiu atitude notável na discussão da Constituição de São Paulo e foi o primeiro presidente da Câmara dos Deputados. Esteve envolvido nos sucessos de março de 1892, sendo preso e logo anistiado. No final de 1893, fez parte do 8º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Budapest. Foi Deputado Estadual de 1895 a 1897, e de 1898 a 1900. Faleceu em 01 de março de 1907.

Pedro Lopes, exerceu o ofício de carapina (carpinteiro, segundo a definição da Wikipédia) em Fidalgo, Minas Gerais, na primeira metade do século XVIII.

Consta dos arquivos da prefeitura que Mundo Novo é nome de uma Cidade e Município Paulista. Já na Wikipédia, Mundo Novo é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 11º51’32” sul e a uma longitude 40º28’21” oeste, estando a uma altitude de 604 metros. Sua população estimada em 2004 era de 16.357 habitantes. Possui uma área de 1501,92 km².

Na parte sem saída da rua Mundo Novo, encontra-se a Praça Barão de São Borja, que se refere a Vitorino José Carneiro Monteiro, o Barão de São Borja, que foi Marechal de Campo. Nasceu em Recife e faleceu em Porto Alegre.

rua mundo novo e praça barão de são borja em 2016. detalhe.

A Praça Barão de São Borja, localizada na parte sem saída da rua Mundo Novo.

Conectando esta praça com rua Rifaina, encontra-se um dos populares “escadões”, denominado como “rua” Oscar Strauss, compositor de fama mundial, autor de algumas obras clássicas. Nasceu em 1870 e faleceu em 1954.

escadão oscar strauss, entre rifaina e mundo novo 2016.

O “Escadão” Oscar Strauss, que conecta as ruas: Mundo Novo e Rifaina.

De acordo com os depoimentos dos moradores entrevistados, foi visto que Bica de Pedra foi um nome atribuído a uma das vias de Vila Anglo, pelo fato de existir, no século XX, uma bica de água, incrustada em uma pedra. Tanto, que alguns ex-moradores como o Sr. Walter Story afirmavam que o nome correto da via deveria ser Bica da Pedra.Curiosamente, os arquivos da prefeitura dizem que “é nome de cidade e município paulista”.

Entre a Rua Bica de Pedra e Rifaina, encontra-se a praça Victor Marques dos Santos, este, segundo Miguel Lopes,  um influente comerciante do bairro, podendo mesmo ser apontado como um pioneiro deste ramo na região, que teve seu estabelecimento por muitos anos no atual endereço da esquina da rua Mundo Novo, nº431, com a Bica de Pedra, onde posteriormente estebeleceu-se o comércio de D. Perpétua, que, por sua vez, o vendeu ao Sr. Rozendo, pai do comerciante Luiz Antonio Mansanaro, administrado atualmente por Aílton da Silva Santos, todos conhecidos dos moradores de Vila Anglo. Ainda segundo Miguel, ter comércio naqueles primeiros tempos, dava um prestígio tal, ao ponto de pessoas como o Sr. Victor, serem tratados como “prefeitos”, pela população local. O  Sr. Victor teria atuado na região até a década de 1960.

Ainda na altura da Rua Bica de Pedra, próximo da Rua Aurélia, consta a Travessa Vazante, esta uma Cidade do Estado da Paraíba.

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A Travessa Vazante, que, segundo os registros, faz parte de Vila Anglo Brasileira. Localiza-se ao lado do supermercado Mambo.

Com relação a Bicudo Cortez, o nome , segundo os arquivos da prefeitura de São Paulo, foi alterado pelo Decreto 15.635, de 17 de janeiro de 1979. Jerônimo Bicudo Cortez, foi um Bandeirante do século XVI.

Consta apenas, nos sites da prefeitura de São Paulo, que Adelino Moreira (que dá nome a uma pequena praça do bairro), foi cidadão benemérito. Em diálogo travado com o Sr. Walter Story, confirmou-se que o mesmo foi um influente corretor de terrenos,  de origem lusa, que vendeu muitos dos lotes que seriam usados para construção de casas na Vila Anglo. Na Wikipédia, é possível observar, curiosamente, que havia um homônimo, com o seguinte resumo biográfico: “Adelino Moreira de Castro (Portugal, 28 de março de 1918 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2002) foi um compositor luso-brasileiro. Entre suas obras destaca-se o grande sucesso “A Volta do Boêmio”, primeiramente gravada por Nélson Gonçalves.

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Vista da “Praça” Adelino Moreira, que fica na confluência das ruas: Dr. Miranda de Azevedo, João Jabotam e Gurupá.

O professor Ciridião Buarque nasceu em 2 de janeiro de 1860, em Alagoas. Depois de realizar seus estudos preparatórios, matriculou-se na Faculdade de Pernambuco. Faleceu em 1921.Uma curiosidade: Na Rua Ciridião Buarque morou o cantor Nílton César, este, famoso com músicas como: “O Professor Apaixonado”, “Receba as flores que te dou”, “Ao Mundo vou contar”, etc.

O Engenheiro Francisco Azevedo nasceu no ano de 1891 e faleceu a 23 de outubro de 1956.

Sinésio Rocha nasceu na Capital Paulista em 5 de junho de 1893. Bacharelou-se na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em 1919. Em 1936, pela mesma Faculdade, obteve o título de Doutor de Borla e Capelo, após defesa de tese. Foi professor da Escola Normal de Piracicaba, vereador municipal da Capital de São Paulo; fundador da Sociedade de Medicina Legal; promotor público em diversas Varas da Capital, membro do Conselho da Ordem dos Advogados, do Conselho Penitenciário, do Instituto Histórico e Geográfico, do Instituto dos Advogados, do Conselho Administrativo do Estado; procurador chefe da Procuradoria do Patrimônio e Cadastro do Estado; professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo; secretário do Trabalho, Indústria e Comércio, secretário do Estado dos Negócios Internos e Jurídicos; ministro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Faleceu em 15 de julho de 1957, em São Paulo. Nesta rua, de acordo com depoimento do Sr. Walter Story, morou, entre os anos de 1974/75, o pianista, cantor e compositor Benito de Paula, este conhecido por sucessos como: “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Vai Ficar Na Saudade”, “Se Não For Amor”, “Amigo do Sol, Amigo da Lua”, “Mulher Brasileira”, etc.

A Rua Cuxiponés, acessível pela Rua Engenheiro Francisco Azevedo, também é apontada como parte da Vila Anglo. O nome faz referência a uma tribo indígena brasileira, da qual não há informações disponíveis, tal como muitas das ruas pertencentes ao subdistrito de Perdizes assim o fazem.

Estêvão Barbosa foi bandeirante do século XVII.

Com relação à pequena rua Mutuparana, encontrou-se, apenas, uma referência próxima a Mutum Paraná, que em tupi – guarani significa “rio ou braço de rio”.

trajeto do Água preta na rua mutuparana e praça na rua pedro lopes (5)

Rua Mutuparana, que sai ao lado do Posto de Gasolina Ipiranga, da Avenida Pompéia. Por baixo dessa via, cujo nome significa “rio, ou braço de rio”, passa o córrego da Água Preta.

Sobre a Rua João Jabotam, sabe-se, apenas, que anteriormente chamava-se Frei Jaboatão, segundo documento disponível no site: http://www2.camara.sp.gov.br/

Sobre o Frei Jaboatão, encontrou-se a seguinte referência na Wikipédia:

“Frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, nascido Antônio Coelho Meireles (Santo Amaro do Jaboatão, 1695 — Recife, entre 1763 e 1765) foi um frade franciscano, historiador, genealogista, orador, poeta e cronista brasileiro . Nasceu na Capitania de Pernambuco, na então chamada freguesia de Santo Amaro de Jaboatão, hoje município da Grande Recife. Era filho do sargento-mor Domingos Coelho de Meireles e Francisca Varela. Teve aulas de Latim e Humanidades com seu tio paterno, o Pe. Agostinho Coelho Meireles, que foi o vigário da freguesia entre 1710 e 1715 .

Em 12 de dezembro de 1717, aos 22 anos, entrou para a Ordem dos Franciscanos, no Convento de Santo Antônio do Paraguaçu, concluindo seus estudos em 1725. Nessa fase foi membro da Academia dos Esquecidos, entidade fundada na Bahia em 1724 e extinta menos de um ano depois. Exerceu vários cargos na Ordem ao logo de sua vida. Foi Mestre de Noviços no Convento de Santo Antônio do Recife; mais tarde lecionou como lente de vésperas (1736)(leitor na liturgia do período da tarde) e lente (professor) de filosofia (1737), na Bahia. Foi Guardião (superior religioso do convento) por duas vezes na Paraíba: a primeira, de 1741 a 1742, e a segunda de 1751 a 1753. Foi Definidor (Conselheiro) em 1755 e neste mesmo ano nomeado para Cronista da Província. Até 1759 pertenceu à Academia Brasílica dos Renascidos, também da Bahia, ano em que foi extinta. Faleceu na Bahia em 07 de julho de 1779 .

Uma “rua sem saída”, cujo acesso dá-se através da rua João Jabotam é a Rua Pitaguares, estes, índios ferozes que habitavam no Estado do Maranhão.

Rio dos Campos, nome de uma das praças de Vila Anglo, também é nome de povoação paulista pertencente ao município de São Vicente.

Também do dicionário de ruas da prefeitura de São Paulo, consta a seguinte informação sobre a Travessa das Lamparinas:

“A lâmpada a óleo, também designada por candeia, lamparina ou lâmpada de azeite é constituída de um recipiente com algum tipo de óleo combustível, sobre o qual flutua um pedaço de madeira ou cortiça, com um pavio encerado fixo. Seu uso se estende desde a pré-história até os dias de hoje. Nome oficializado pelo Decreto nº 53.310, de 24 de julho de 2012. O processo administrativo nº 2011-0.338.506-9 é o que trata da oficialização do nome. Nomes anteriores do logradouro: conhecida por viela M e por viela Francisco Azevedo”.

trajeto do Água preta na rua mutuparana e praça na rua pedro lopes (1)

Trecho do Córrego da Água Preta que passa sob a “Travessa das Lamparinas”, via que é continuação da rua Pedro Lopes e sai na Praça Rio dos Campos.

Gonzaga Duque, (nome da rua que cruza com a Travessa das Lamparinas, no acesso à praça Rio dos Campos), foi um escritor brasileiro de grande saber, além de crítico de arte. Nasceu em 21 de julho de 1863 e faleceu em 08 de março de 1911.

Pedro Aurélio de Góes Monteiro, foi Filho de Pedro Aureliano Monteiro dos Santos e Constança Cavalcanti de Góes Monteiro. Oriundo de família com ascendência militar iniciou sua carreira na Escola de Guerra de Porto Alegre chegando ao posto de General-de-exército. Ao longo dos anos adotou um viés legalista ao combater os Dezoito do Forte, o Tenentismo e a Coluna Prestes durante os anos vinte. O irromper da Revolução de 1930 o levou a exercer o comando militar da mesma contribuindo sobremaneira para o seu êxito. Pouco tempo depois comandou as tropas federais que debelaram a Revolução Constitucionalista de 1932 e com isso foi ungido Ministro da Guerra (1934-1935) do governo Getúlio Vargas ocupando tal posição até a escolha de Eurico Gaspar Dutra como seu sucessor, o que não impediu Góes Monteiro de participar ativamente da decretação e manutenção do Estado Novo (1937-1945) evento que ajudou a consolidar seu clã como a força política dominante em Alagoas estado governado por dois de seus irmãos entre 1941 e 1945.

Na época em que foi ministro da Guerra, elaborou a Doutrina de Segurança Nacional que inspirou várias leis a esse respeito tanto na Era Vargas quanto no regime militar de 1964. Em setembro de 1937, Góes Monteiro “descobre” o Plano Cohen, que foi um planejamento falso, forjado pelo General Olímpio Mourão Filho, de uma revoluçāo comunista no Brasil. Esse plano foi posteriormente utilizado por Vargas como justificativa do golpe que deu origem ao Estado Novo.

Góes Monteiro foi Chefe do Estado Maior do Exército Brasileiro entre 1937 e 1943, retornando ao ministério nos últimos dias de Vargas no poder em 1945 Foi mantido no cargo no governo José Linhares e nos primeiros meses da gestão Dutra. Após deixar o poder foi eleito senador pelo PSD em 1947. No ano de 1945 seu irmão Ismar de Góis Monteiro havia sido eleito para esse mesmo cargo e em 1958 foi a vez de Silvestre Péricles chegar à Câmara Alta do país, embora em 1950 Pedro Aurélio não tenha conseguido se reeleger e ainda rejeitou um convite para ser vice-presidente na chapa varguista.

Foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas entre 15 de fevereiro de 1951 e 1º de dezembro de 1952. A seguir, foi ministro do Superior Tribunal Militar, de 15 de dezembro de 1952 até seu falecimento em 16 de outubro de 1956.

Curiosidade: foi o general Góes Monteiro que entregou de presente ao deputado Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque (o lendário Homem da Capa Preta) a sua famosa metralhadora “Lurdinha”, na verdade uma sub-metralhadora alemã MP-40.

Pedro Soares de Almeida (que dá nome á rua onde se localiza a Escola Estadual Mauro de Oliveira), exerceu o ofício de carpinteiro em Ouro Preto, Estado de Minas Gerais, na segunda metade do século XVIII.

Antônio Gonçalves da Cruz (nome da rua onde está localizada a praça Paulo Schiesari), foi um português de nascimento que teve papel importante na construção do Lar de Repouso dos Velhinhos Portugueses ligado à Provedoria dos Portugueses de São Paulo. Aquela instituição recebia idosos não só de origem portuguesa mas todos aqueles que necessitassem de auxílio e amparo na velhice, período tão difícil da vida.

O Sr. Paulo Schiesari (que tem o seu nome em praça imediatamente a frente da Escola Estadual Mauro de Oliveira, na rua Antônio Gonçalves da Cruz), trabalhou na Companhia Telefônica Brasileira em diversos cargos de relevância, no exercício dos quais sempre buscou atender às necessidades daqueles que não possuíam aparelhos telefônicos. Nesta atividade manteve contato permanente com inúmeras personalidades no âmbito político, artístico e profissional pelos quais era assiduamente procurado. Trabalhou na Câmara Municipal de São Paulo na condição de chefe do cerimonial, bem como chefe do gabinete do vereador Altino Lima, então presidente da referida Casa. Foi sócio conselheiro e diretor membro do Conselho de Orientação e Fiscalização, conselheiro vitalício e jogador de bochas da Sociedade Esportiva Palmeiras, onde, também fez nascer a idéia de homenagear a cada ano, os veteranos do Clube, que glorificaram, em várias épocas, o nome do Palmeiras. Teve atuação marcante no momento mais difícil da vida do Palmeiras em 1942, ocasião em que o clube foi forçado a alterar a primitiva denominação Palestra Itália para as de Palestra de São Paulo e Palmeiras. Nesta oportunidade, juntamente com um grupo de estóicos palestrinos, chegou a participar de uma vigília em defesa do patrimônio do clube. Representou o Palmeiras em diversas oportunidades nas quais atuou, dentre outras, como orador de inesgotáveis recursos, que em ocasiões festivas e oficiais, quanto em acontecimentos infaustos e de tristeza. Frequentador assíduo do Palmeiras, esteve presente tanto aos acontecimentos festivos, como também nos atos meramente rotineiros. Atuou como mediador e defensor dos direitos e das reinvindicações de associados do Palmeiras, junto a diretoria e principalmente junto à presidência do Clube. A vida do Sr. Paulo foi marcada pela fidelidade irrefutável a tudo que dissesse respeito à Sociedade Esportiva Palmeiras.

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Aspecto de piquenique realizado na praça Paulo Schiesari, que fica de frente para a Escola Estadual Mauro de Oliveira.

Antonio Rezk (que tem seu nome na praça que abriga a Horta de Vila Anglo, ao lado da praça Paulo Shiesari), nasceu na cidade de Marília, município de São Paulo, em 18 de maio de 1933. Filho de Abrahão Rezk e Catharina Hage Rezk. Foi casado com Elza Chaim Rezk, com quem teve seus filhos: Eduardo Abrahão, Marcelo, Adriano Antônio e Cláudio. Desde a juventude teve participação ativa em movimentos políticos e sociais. Destacou-se principalmente nas lutas da resistência à ditadura militar. Iniciou sua carreira parlamentar como vereador da Câmara Municipal de São Paulo, em 1975, pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e, já no ano seguinte, foi escolhido pela Associação dos Jornalistas Credenciados da Câmara como o vereador mais atuante. Eleito deputado estadual em 1978, pelo mesmo partido, exerceu dois mandatos consecutivos (1979 a 1986). Com a redemocratização do País, teve atuação destacada na organização do Partido Comunista Brasileiro (PCB), integrando a Comissão Executiva Nacional e, depois (1987 a 1989), a presidência do Diretório Estadual de São Paulo. Entre outros cargos executivos, foi secretário da Fazenda de Osasco, de 1977 a 1979 e diretor administrativo e financeiro da Fundação SEADE. Formado em Estudos Sociais, Antonio Rezk publicou vários livros, entre os quais “A cidade” (1989) e “A revolução do homem” (2002). Foi o fundador, em 1992, juntamente com um grupo de intelectuais de São Paulo, do MHD – Movimento Humanismo e Democracia, do qual era o coordenador nacional. Também foi um dos fundadores do IPSO – Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos, que presidia. Era também vice-presidente da UBE – União Brasileira de Escritores e do Instituto Astrogildo Pereira, além de membro do conselho editorial da revista “Novos Rumos”. Faleceu em 12 de agosto de 2005. A indicação do nome e justificativa para homenagem partiu do vereador Eliseu Gabriel, com a apresentação na CMSP do Projeto de Lei nº 246/10. Nome oficializado pela Lei nº 15.592, de 26 de junho de 2012.

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A Horta de Vila Anglo Brasileira, que fica na Praça Antônio Resk, em frente à praça Paulo Schiesari. 

Roque Adóglio (que tem seu nome na travessa que liga a rua Ciridião Buarque á rua Miranda de Azevedo), nasceu em 25 de dezembro de 1902, na Capital Paulista. Iniciou seus estudos artísticos no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, passando a seguir para a Escola de Aprendizes de Artífices, onde teve como professor o consagrado artista Ricardo Cipicchia. Participou do Salão Oficial de São Paulo, pela primeira vez, com as esculturas “Cabeça de Índio” e “Volta da Feira”, em 1943, no IX Salão Paulista de Belas Artes. A escultura com a qual ganhou a Grande Medalha de Prata no Salão Paulista de Belas Artes, “Santo Antônio Pregador”, em madeira com mais de dois metros de altura, está hoje num dos altares da Igreja de Santo Antônio da Barra Funda, São Paulo. Em 1978 concorreu no Salão da Sociedade dos Amigos do Salão Paulista de Belas Artes obtendo a Grande Medalha de Bronze. Em 1978 conquistou a Grande Medalha de Prata com a “Cabeça de Vicente Leporace”, obra que está no acervo da Rádio Bandeirantes. Em 1981 obteve o Troféu Almeida Júnior como a melhor obra do I Salão dos Novos, realizado pela Academia Paulista de Belas Artes. Escultor clássico, com tendência impressionista, era um artista vigoroso. A sua maneira delicada de esculpir a madeira, aliada a extraordinária técnica que imprimia nos seus trabalhos, tornou-o enexcedível no gênero.

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Estátua em Madeira de Santo Antônio, esculpida por Roque Adóglio. Encontra-se na Igreja de Santo Antônio da Barra Funda. 

Em frente a travessa Roque Adóglio, indo diretamente em frente á praça Rio dos Campos, encontra-se a rua Mario Cardoso, que foi ourives no Estado de Minas Gerais no século XVIII. Exerceu o ofício de ourives em Couto de Magalhães no Estado de Minas Gerais, na primeira metade do século XVIII.

Clóvis Beviláqua, que tinha seu nome em escola que foi o segundo grupo escolar de Vila Anglo Brasileira, nascido em Viçosa do Ceará, 4 de outubro de 1859 e falecido no Rio de Janeiro em  26 de julho de 1944, foi um jurista, legislador, filósofo e historiador brasileiro. O jurista, filósofo, historiador e literato Clóvis Beviláqua nasceu na então Viçosa, hoje Viçosa do Ceará, filho do padre José Beviláqua com Martiniana Maria de Jesus e neto do italiano Angelo Bevilacqua com Luiza Gaspar de Oliveira. Passou a infância na cidade natal, onde fez o curso primário. Aos dez anos seu pai o enviou a Sobral para receber educação superior à ministrada em seu torrão. Seguiu depois para Fortaleza, continuando os estudos no Ateneu Cearense e no Liceu do Ceará.

Em 1876 embarcou para o Rio de Janeiro, objetivando ultimar os preparatórios no Externato Jasper e no Mosteiro São Bento. Nesse período, então com 17 anos, dá início às suas atividades de homem das letras, fundando com Paula Ney e Silva Jardim, o jornal “Laborum Literarium”. Em 1878 viajou para Recife, matriculando-se no curso de direito. Torna-se bacharel em 1882. Nesta cidade teve uma vida acadêmica bastante intensa, ligando-se ao grupo de jovens responsáveis pela chamada “Escola do Recife”, mobilizando o ambiente intelectual da época. Seguidor dos ideais positivistas na Filosofia, participou da Academia Francesa do Ceará, ao lado de Capistrano de Abreu, Rocha Lima e outros. Através de concurso público, em 1889, passou a lecionar filosofia no Curso Anexo da Faculdade de direito do Recife e, logo após, tornou-se responsável pela cátedra da Legislação Comparada. Casou em 1884 com Amélia de Freitas, no Recife.

Clóvis Beviláqua colaborou em diversos jornais e revistas (Revista Contemporânea, do Recife, Revista Brasileira, do Rio), e, em O Pão, publicação do movimento literário Padaria Espiritual do Ceará. Em 1894, publicou “Frases e Fantasias”, dez escritos de ficção e reflexões pessoais.

Em 1930 sua mulher, Amélia de Freitas Beviláqua, apresentou-se como candidata à ABL para a cadeira 22. A proposta foi analisada pelos seus pares, que resolveram interpretar o estatuto da academia como excluindo as mulheres da mesma. Clóvis e sua esposa ficaram ressentidos da posição de seus colegas e depois deste fato nunca mais retornou à ABL.

Foi o autor do projeto do Código Civil brasileiro em 1901, quando era Ministro da Justiça o jurista e futuro Presidente da República Epitácio Pessoa. O Código só foi promulgado mais tarde, em 1916, e vigorou até o advento da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, que entrou em vigor em 11 de janeiro de 2003.

clovis bevilaqua (patrôno do g.e.)

O jurista, legislador, filósofo e historiador Clóvis Bevilácqua, que foi homenageado com seu nome no segundo grupo escolar de Vila Anglo Brasileira.

Uma vez que a Wikipédia, define o bairro de Vila Anglo como um bairro localizado na zona oeste da cidade brasileira de São Paulo, no distrito de Perdizes cercado com casas de alto padrão, que se limita com os bairros de: Jardim Vera Cruz, Sumarezinho, Pompeia, Jardim Ligia e Vila Romana, sendo  de classe média, majoritariamente residencial, que apresenta vias tortuosas, baixa verticalização e ruas semi-arborizadas, abrigando também a Editora Gente,a E.E. Mauro de Oliveira e parte da praça Vicente Tramonte Garcia, localizada na rua Ministro Sinésio Rocha acrescenta-se aqui, também, os dados deste último. Garcia nasceu em Santos, veio para São Paulo em 1920, onde se radicou. Participou ativamente dos movimentos revolucionários de 1922, 1924 e 1932. Durante a Revolução de 1924, organizou na Lapa o Serviço de Policiamento Civil de Proteção à População, quando recebeu medalha de ouro dos moradores da Lapa, para perpetuar os agradecimentos da coletividade pelos valiosos serviços a ela prestados. Como oficial da Reserva do Exército Nacional organizou o Serviço Feminino de Guerra no Estado de São Paulo, do qual foi comandante. Posteriormente integrou o Corpo Expedicionário Brasileiro, no posto de capitão. Militou na advocacia durante muitos anos, foi advogado chefe do Serviço Jurídico da Estrada de Ferro Central do Brasil, em São Paulo. Desempenhou altos cargos no Governo Público Federal, chefe de gabinete do General Mendonça Lima, conhecido líder revolucionário. Desde 1920 até a data do seu falecimento esteve ligado à solução dos problemas comunitários do Bairro da Lapa.

praça vicente tramonte garcia 2016 (2)

Vista da Praça Vicente Tramonte Garcia que representa a divisa entre os bairros de Vila Anglo Brasileira e Jardim Vera Cruz.

* Leandro Antonio Gatti é Historiador e autor do livro “Histórias da Vila Anglo Brasileira – Contadas por alguns de seus mais antigos moradores”, Edição Especial de 90 anos, publicado pela Editora Matarazzo.
Saiba Mais: MICHELIN, Rodrigo Fernandes. A Verticalização da Vila Romana 1964 – 2011. São Paulo: Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2012.
PONCIANO, Levino. São Paulo: 450 bairros, 450anos. 2ªed. São Paulo: Editora Senac, 2004.
SILVA. Maria Antonietta De Fina Lima e. Raízes da Pompeia. São Paulo: Editora do Autor, 2011.

A reprodução total ou parcial do conteúdo deste blog deve ser comunicada ao autor do mesmo, que é responsável pelo trabalho de pesquisa e redação, de modo a não acarretar questões de direitos autorais, junto à Editora Matarazzo, que publicou o livro “Histórias de Vila Anglo Brasileira”, de autoria de Leandro Antonio Gatti, de onde provém , o texto- resumo e imagens aqui contidas.

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45 comentários sobre “História da Vila Anglo Brasileira

  1. Eu nasci na rua Rifaina em 1947, hoje moro no interior do Estado. Os personagens mostrados no texto acima, são meus amigos de “grupo escolar” no Clovis Bevilacqua. Gosto de ver, ouvir, falar e ler sobre a Vila Anglo. Tenho recordações de nossa vila, inclusive fotos. Fui o primeiro morador da Vila a servir o exercito brasileiro fora do país, na faixa de Gaza-Egito em 1966/67, tendo sido agraciado com o prêmio Nobel da Paz de 1988,por extensão. Conheci moradores famosos, não citados, como o NENA e o DJALMA SANTOS. Numa eventual revisão/ atualização, posso colaborar.

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    1. Eu nasci em 1960, na Vila Anglo Brasileira, masinja mãe Dna Aparecida foi uma das pioneiras, inclusive ganhou o terreno p a construção da capelinha, não vi seu ne momento algum e spi testunha viva do quanto ela lutou em prol da Vila.

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  2. MEUS PARABÉNS LEANDRO PELA TOTAL DEDICAÇÃO E CONHECIMENTO COM PROFUNDIDADE EM PESQUISAS EM DIVULGAR A HISTORIA DO BAIRRO COM GRANDES DETALHES TOTALMENTE DESCONHECIDOS POR GRANDE PARTE DOS MORADORES,MEU TOTAL APREÇO AO SEU CONHECIMENTO,ESFORÇO,EMPOLGAÇÃO E CARISMA PELO SEU TRABALHO DETALHADO COM MUITA RIQUEZA EM PESQUISA E SENTIMENTO PROFISSIONAL E PESSOAL.MUITO OBRIGADO POR TODAS ESSAS INFORMAÇÕES DO NOSSO BAIRRO.QUE DEUS/ALLAH TE DE CEM ANOS DE VIDA………………………………
    ANTECIPADAMENTE E ATENCIOSAMENTE MUITO OBRIGADO

    CMTE: VINCENZO BIN E.A.AL-GARONE

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  3. Muito legal o livro! Saber da história de um bairro tradicional de São Paulo é maravilhoso! Parabéns ao autor Leandro, que sem dúvida, soube expressar os mais valiosos momentos da história da Vila Anglo Brasileira. Sucesso para você Leandro! E com certeza muitas outras obras virão, pois você já mostrou seu talento!
    Cledimara

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    1. Bom dia !! Muito boa a pesquisa , parabéns pela iniciativa !
      Sou moradora do bairro VILA ANGLO há cinco anos e não sabia nada a respeito de sua história … Adorei descobrir a riqueza da história desse bairro tão agradável !
      E realmente eu sempre fico triste a cada lançamento imobiliário que eu vejo na região … Infelizmente estamos dominados por essas construtoras que estão transformando essa cidade em uma selva de pedra, acarretando mudanças climáticas por causa do concreto que assimila o calor, promovendo maior fluxo de pessoas, o que aumenta o trânsito consideravelmente e, principalmente, avassalando a história dos bairros, interferindo em sua original formação.

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      1. Olá, Gislene!

        Fiquei muito feliz com seu comentário.

        De fato, a Vila Anglo é um “oásis ameaçado” pela especulação imobiliária, já que muitas construtoras estão ” de olho” em sua posição estratégica privilegiada, próxima ao centro e com fácil deslocamento paras as marginais: Pinheiros e Tietê, além de toda facilidade de transporte proporcionada por trens, metrô e ônibus.

        Estou tentando convencer o pessoal da Águia de Ouro a fazer, no carnaval de 2017, um desfile em homenagem aos 90 anos do bairro, que acontece em 08 de agosto de 2017.

        Se você é moradora do bairro, divulgue o blog para seus vizinhos, já que o acesso é de graça.

        Meu livro contém ainda muito mais, tal como as biografias dos homenageados com seus nomes nas ruas, entrevistas com antigos moradores, etc, mas só posso encomendar de trinta em trinta exemplares. A unidade custa $53,00. Tem 226 páginas e é colorido.

        Grande abraço e, mais uma vez, obrigado por prestigiar o blog.

        Leandro.

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    2. Obrigado, prima! Sua família sempre teve um grande apreço por nós e, mesmo residindo e/ou trabalhando na Barra Funda, fiquei contente de ver que vocês gostaram de conhecer a história da Vila Anglo. Quem dera, pudéssemos ter um intercâmbio de informações entre todos os bairros de nossa Paulicéia.

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  4. FIQUEI ALEGRE EM SABER DO LIVRO SOBRE A HISTORIA DA VILA ANGLO !MÁS ao mesmo tempo frustrada e triste, pelo engano de algumas datas, o posto de saude foi uma grande luta dos moradores.Como por exemplo …minha sogra falecida no ano de 1963, ela era da associação amigos do bairro.O posto foi inaugurado por volta de 1957,meu filho nasceu em 1958 foi usuario. era em uma sala ao lado do HOSPITAL SÃO MARCOS , O MEDICO ERA DR FRANCISCO PAULIELO, UM BOM PEDIATRA JÁ FALECIDO , antiga escola VILA ANGLO BRASILEIRA, NO QUAL EU ME ALFABETIZEI .NASCI NO ANO DE 1937 NA RUA DR DANIEL CARDOSO , E SOU MORADORA ATÉ HOJE .

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    1. Prezada Mathilde.

      Fiquei muito feliz que tenha acessado o blog e feito seus comentários que, sem dúvida, serão de grande valia para futuras revisões do livro e da história do bairro.

      O histórico da Sociedade Amigos do Bairro Siciliano Anglo Brasileira (SAB – SAB), foi-me fornecido pelo Miguel Novelino, irmão do Elias, jornalista, que dizem que a sociedade só foi formalmente criada em 1968. Como eles assumiram a direção na década de 1980, presumo que eles tenham dado mais prioridade, no histórico, ao que foi feito a partir da gestão deles. Por isso não tive maiores informações das ações da Sociedade de Bairro, anteriores a isto.

      Seu testemunho, que irei colocar no blog, lança novas luzes sobre esta parte da história do bairro que, pelo visto, ainda pode ser muito bem enriquecida.

      Peço-lhe, por gentileza que, se tiver documentos que comprovem o que afirmou, digitalize, e envie-me por e-mail, ou mesmo, podemos conversar pessoalmente, pois moro na rua Félix Della Rosa, 131.

      Coincidência você ter nascido na rua Daniel Cardoso, que a documentação aponta como a rua projetada número um da Vila Anglo, que só recebeu oficialmente este nome, em 1946. No entanto, ela não foi a primeira a receber nome. Já na década de 1930, a antiga rua Sapezal (hoje Félix Della Rosa, onde moro), era conhecida como “Primavera”, registro que, inclusive, tenho em mapa reproduzido no meu livro.

      Por favor, confirme o recebimento desta mensagem e, se possível, gostaria de conversar pessoalmente com a senhora.

      Um grande abraço e, vamos nos falando.

      Leandro.

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  5. PREZADO LEANDRO ESTO sU FELIZ POR LER SSUA RESPOSTA .NÃO SOU PRATICA EM COPUTADOR , Ainda falta eu ler algumas coisa , más estou gostando,quando passo pela Daniel Cardososempre digo,eu nasci aqui e me orglho muito de todo bairro,morro na bica de pedra e acho que dela só sairei morta, tenho p.oucas lembranças impressas más…dentro da minha cabeça…muiiiitisasss .Foi um prazer falar-lhe , nos falaremos boa tarde !!!

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  6. Moro bem na divisa (acredito eu) entre a Vila Anglo e a Pompéia. Sempre quis saber a história do bairro, acho muito importante esse conhecimento.
    Quando me mudei para cá, tinha 10 anos (hoje tenho 21) e me lembro de algumas construções de prédios no bairro. Infelizmente não lembro das casas que ali estavam antes. Gostei muito de achar esse blog e acho muito importante a memória histórica dos bairros.

    Muito obrigado!!

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  7. Que legal ler sobre o bairro onde eu nasci e me criei… nasci em 1981, no São Camilo da Pompéia e depois meus pais só desceram a ladeira da Av. Pompéia para a Vila Anglo onde eu residia na Rua Mundo Novo… estudei no Clóvis Bevilacqua e guardo ótimas recordações de minha infância nesse bairro querido! Consegui relembrar de tudo na leitura, mas senti falta de um local que não foi comentado o Thermas Chuí… não resido mais no bairro, mas sempre que passo nas ruas me sinto moradora e acolhida.

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    1. Olá, Verônica!
      Obrigado pelo seu comentário.
      É minha intenção lançar a nova edição do livro “Histórias de Vila Anglo” até 08 de agosto deste ano, em que o bairro completa 90 anos. Entre outras coisas, as Thermas Chuí, posso adiantar, estarão, pelo menos, mencionadas em foto.
      Grande abraço.

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  8. Eu nasci no Hospital e Maternidade São Marcos, em 23 de fevereiro de 1967. Por muitos anos perguntei à minha mãe sobre esse Hospital, pois gostaria de conhecê-lo. Ela dizia que já não existia mais e na minha adolescência, acabei esquecendo disso… Estou quase completando 50 anos e só hoje descobri a história do hospital e tive o imenso prazer de ver uma foto do local onde nasci e descobrir que essa área pertencia à chácara de Victória Alexandrina de Magalhães, o mesmo sobrenome que carrego.
    E as coincidências não param por aí. Meu pai nasceu em 1920, ano em que começaram as construções de residências na região. Minha mãe nasceu em 1930, quando ao nome “Vila Anglo” começa a aparecer nos mapas. Sem falar na Águia de Ouro, escola onde desfilei e onde meu coração mora. Imensamente agradecida ao autor desta matéria pelo presente esperado por tantas décadas…

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    1. Olá, Márcia!
      Fiquei muito feliz que tenha acessado o blog. É minha intenção publicar uma nova edição de 90 anos do bairro até agosto deste ano.
      Muito interessante sobre carregar o nome de Victoria Alexandrina de Magalhães. Você tem algum parentesco com ela? Mantenha contato. Moro na Vila Anglo há praticamente 41 anos e tento fazer o possível para fazer um trabalho de levantamento histórico o mais abrangente. Grande abraço.

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  9. Interessante é que não li nada a respeito da escola que havia na Rua Bica de Pedra, onde fiz o meu primeiro ano primário em 1957.
    Era uma escola de madeira que tinha o nome Escolas Agrupadas e Vila Anglo Brasileira, que lembro com muita saudade e também de minha professorinha Dona Marilda.

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    1. Não me lembro dessa escola, que altura da Bica de Pedra ela estava instalada? O Grupo Escolar Clovis Bevilacqua mudou do prédio velho da rua mundo Novo para o prédio novo em 1954, ano em que entrei no 1º ano escolar.

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      1. Olá Romeu, nós crianças a tratávamos como escolinha de madeira (hehe) e ela ficava do lado direito da Bica de Pedra (subindo) aproximadamente uns 40/50 metros antes da entrada da Rifaina, quase em frente a casa do Celso (não sei você o conheceu).

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      2. Walter, tenho vaga recordação dessa escola, alguém poderia arrumar uma fotografia dela, quem sabe o Toninho barbeiro ou o filho do seu Rozendo da mercearia, que ainda estão por lá. Do Celso não me recordo mas nessa medida, do lado esquerdo tinha a quitanda do seu Domingos, me lembro dele.

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  10. Meu nome José Luiz de Souza
    Nasci 1947 no hospital Francisco Matarazzo e morei nas ruas Ribeiro de Barros, Bica de Pedra Gurupá e Mundo Novo, estudei no Clóvis Beviláqua, estou muito feliz em saber das coisas nesse bairro que ainda mora no meu coração, hoje moro no interior do estado.

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    1. Olá, José! Fico muito feliz que tenha acessado este blog. Em breve, teremos mais novidades.
      Minha família reside na Vila Anglo há, pelo menos, três gerações. Só eu já estou aqui há 41 anos, ou seja, desde que nasci e fiquei surpreso com o que a investigação documental e a coleta de depoimentos revelou-me sobre a região. Querendo compartilhar histórias, fique a vontade, pois este blog é um canal para isto mesmo. Abraço,

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  11. Gostaria de saber mais sobra as terras que se denominavam Escolástica Honorata. Há processo jurídico que diz que as terras foram griladas em determinada época e que os verdadeiros herdeiros nunca usufruíram dela.

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    1. Olá, Vanessa!
      Na verdade, tudo o que descobri sobre as terras da Escolástica Honorata é que se tratava de uma área imensa, que abrangia, não apenas a atual Vila Anglo, como também bairros vizinhos dela e que abrigavam chácaras.
      Nas escrituras de imóveis comparados da Vila Anglo, a data mais antiga mencionada nas mesmas remonta ao ano de 1865 o que, ao que tudo indica, pode ser considerado o início da ocupação legal da área. Nestas mesmas escrituras, que são de alguns dos imóveis mais antigos da Vila Anglo, o que havia em comum nas mesmas é o fato de que estes imóveis, na década de 1910 e parte da de 1920, ficavam em uma chácara que pertencia a uma senhora chamada Victoria Alexandrina de Magalhães. Mesmo posteriormente, quando o bairro de Vila Anglo “começou a existir oficialmente”, várias destas chácaras permaneceram, como, por exemplo, as que foram adquiridas pelo Sr. João Mathias, que doou várias de suas terras para a construção de casas no bairro. O detalhe do mapa que está aqui ampliado no site, eu obtive no Arquivo Público do Estado de São Paulo, da rua Voluntários da Pátria, fundos para a estação Portuguesa – Tietê do metrô. O mapa tem a seguinte denominação: “Mapa das Chácaras, Sítios e Fazendas ao redor do Centro, desaparecidas com o crescer da cidade”. Você pode tentar verificar com eles se existem registros de terras, ou no mínimo, verificar se eles podem indicar onde tal acervo exista. O horário de funcionamento do Arquivo é de segunda a sexta, das 09hs00 às 17hs00. Boa sorte em suas pesquisas.

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  12. Leandro.
    Eu tambem sou nascido em 1947, e morava na Rua Eng. Francisco Azedo ,no Jardim Vera Cruz, e comecei o primario tambem em 54 no Clovis Bevilacqua, quando começou o Mauro de Oliveira era o curso ginasial à noite no predio do Clovis, foi aí que começou o Mauro de Oliveira, com a turma noturna, me formei no ginasio no proprio. Espero ter ajudado um pouco, tambem jogamos futebol no campinho do Peñarol e joguei ping pong na pequena sede do mesmo.

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    1. Olá, José!
      Foi com grande satisfação que recebi seu depoimento e, pode ter certeza, ele trouxe também contribuições, pois você confirmou uma informação que, até então, só tinha ouvido de meu pai: acerca da prática de pingue – pongue, na sede do Peñarol. Seja sempre bem-vindo para compartilhar histórias.
      Abraço,

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  13. MEU PAI FOI MORADOR DA VILA ANGLO E TINHA ARMAZÉM NA RUA BICA DE PEDRA NA CASA ONDE NASCI, SE NOME ERA IGINO ANTONIO SARGIANI, FOI FUNDADOR DIRETOR E PRESIDENTE DO CLUBE DE MALHA VILA ROMANA QUE NA REALIDADE ERA DA VILA ANGLO , MEU NOME É JAIR SARGIANI, MEUS IRMÃOS ARNALDO DARCY E POSTERIORMENTE ROSMEIRE QUE NÃO NASCEUNA VILA ANGLO

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    1. Olá, Jair! Seja muito bem vindo ao blog e para compartilhar histórias referentes ao bairro. Este espaço é para isto mesmo, para compartilharmos histórias da Vila Anglo, sempre buscando seu aprimoramento. Muito legal sobre o clube de malha. Se tiver alguma foto antiga do clube funcionando na Vila Anglo que gostaria de ver publicada no blog, envie-me uma cópia digitalizada via e-mail e a colocaremos para o público com a devida menção de créditos. Pode, inclusive, enviar uma legenda junto, identificando detalhes que porventura queira destacar na imagem. Tanto o blog como o livro, foram compostos com doações de imagens, além das pesquisadas em arquivos/livros, etc, com o respectivo agradecimento ao doador. Um grande abraço.

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